Os vereadores pautaram a última reunião do Legislativo em mais discussões sobre o polêmico ponto de ônibus (Arquivo OP)

Os vereadores de João Monlevade, tanto da base governista quanto os da oposição, estão irritados com a determinação da administração municipal em não retonar com o ponto de ônibus para a praça Domingos Silvério. O abrigo foi retirado do lugar para que o local fosse reformado há um ano.

Um novo capítulo desta novela foi descrito na última quarta-feira (17), quando os parlamentares foram informados que não existe possibilidade da prefeita Simone Moreira (PSDB) revogar a decisão. A informação foi repassada pelo chefe do Setor de Trânsito e Transporte (Settran), Breno Lima e pelo Secretário de Obras, Damião Teodoro, em reunião com os parlamentares.

Este foi o estopim para que a reunião ordinária da Casa, realizada horas mais tarde, ocorresse de forma acalorada e recheadas de promessas de boicotes a projetos do Executivo para que a Casa seja ouvida e respeitada. Os vereadores pautaram o encontro em mais discussões sobre o polêmico ponto de ônibus e como presenciam diariamente a luta da comunidade no abrigo improvisado para a espera do transporte público. O assunto, que é recorrente, levou o vereador do PT, Gentil Bicalho, ponderar que se houvesse diálogo entre a administração municipal e o Legislativo, “o debate poderia ser mais produtivo”.

Do MDB, o vereador Carlos Roberto Lopes (pastor Carlinhos) conclamou os colegas para um boicote aos projetos da administração municipal. “Esta atitude da prefeita mostra que a Câmara não vale nada. Se quisermos mostrar força não votamos nada. Quero ver se o ponto volta ou não volta. A prefeita precisa ouvir a Câmara e o povo. Queremos um ponto provisório até que a obra seja concluída. Vamos nos unir. Queremos respeito”, disse em tom duro o vereador.

Do mesmo partido, Revetrie Teixeira endossou o discurso do colega. “A prefeita jogou uma pá de cal na questão e determinou que o ponto não volte. Tentamos fazer o que foi possível. Agora, a Casa tem que tomar postura.Vamos retomar o ponto a força”, sugeriu. Antônio de Paula Magalhães (Toninho Eletricista – PHS) também comentou a questão e disse que a atitude de Simone Moreira demonstra que administração não dá atenção ao eleitor e muito menos ao cidadão. “Quando começarmos a barrar as coisas, eles vão querer conversar”, falou.

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