A Polícia Federal desarticulou uma quadrilha especializada no contrabando de equipamentos de diagnóstico médico. Como parte da operação, 62 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 19 estados.

As investigações começaram em 2013, quando os agentes apreenderam uma carga de tomógrafos e mamógrafos estimada em R$ 3 milhões. O grupo havia ainda sonegado outros R$ 2 milhões.

Segundo a apuração da PF, entre 2011 e 2015 o grupo de investigados trouxe para o País mais de 12 carregamentos com equipamentos trazidos dos Estados Unidos. Os produtos seriam revendidos a clínicas, hospitais e intermediários de diversas regiões do País.

Para pagar menos impostos sobre os produtos que entravam no País, o grupo registrava a mercadoria como equipamento tipográfico, sobre os quais não recaem cobranças como a do IPI. A sonegação desse recolhimento trazia prejuízos de R$ 20 milhões à arrecadação.

Além disso, com a descrição incorreta, os equipamentos não passavam pela fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os envolvidos serão indiciados pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa, contrabando, facilitação de contrabando e falsidade ideológica. As penas podem chegar a até 23 anos de reclusão.

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