Tenente-coronel Evandro Borges e o delegado regional de Ribeirão das Neves falaram sobre as prisões (foto: Mateus Parreiras/EM/D.A.Press)

Cinco policiais militares do 40º Batalhão, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram presos suspeitos de roubo e venda ilegal de armas apreendidas em ocorrências. Um sexto militar está foragido. O caso foi apresentado nesta quinta-feira (29) pela Polícia Civil, que afirma ter indícios fortes da culpa dos investigados.

Cinco policiais foram detidos nesta quinta e um em novembro. O primeiro preso é um soldado com sete anos de corporação e que já havia sido excluído por esconder da Polícia Militar (PM) durante um concurso que havia cometido um assalto em São Paulo quando era adolescente, mas ele recorreu e foi readmitido.

Os grupo, formado por um sargento, um cabo e quatro soldados que pertenciam a guarnições diferentes do batalhão, pode ser excluído da PM. Eles não tiveram os nomes divulgados e nenhum tinha histórico negativo no exercício da profissão.

Os militares serão julgados nas justiças Militar e comum por corrupção, peculato (abuso da confiança pública) e organização criminosa. Na Justiça comum, os juízes pediram para fazer um julgamento colegiado (com vários magistrados), pois temem retaliações como ocorreu em 2009, em Niterói, no Rio de Janeiro, com a juíza Patrícia Acioli, que investigava policiais corruptos e foi assassinada com 21 tiros.

O tenente-coronel Evandro Borges, comandante do 40º Batalhão, explica que a investigação começou no dia 7 de novembro, quando chegou a informação de que um policial venderia uma arma ilegal. “Determinamos que uma guarnição efetuasse a abordagem e a prisão desse militar. Foi encontrada em poder dele uma pistola ponto 40 com numeração raspada e ele estava em companhia de um cidadão conhecido pelo envolvimento no tráfico de drogas em Ribeirão das Neves”, conta.

Um inquérito foi instaurado para apurar o caso, o que resultou no pedido de seis mandados de prisão e oito de busca e apreensão contra os suspeitos.

Conforme a investigação, as armas eram vendidas por até R$ 8 mil. O delegado Josué Silva Brandão, da Delegacia Regional de Ribeirão das Neves, afirma que as provas são robustas. “Ficou bastante claro o envolvimento, além do soldado preso em flagrante, dos outros policiais”, afirma. Os cinco detidos preventivamente estão em unidades da PM. (Itatiaia)

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