Polícia Civil indicia sete pelo assassinato do sargento Célio

Delegado Paulo Tavares e delegada Camila Batista (Kátia Passos)

Sete pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil de João Monlevade pelo assassinato do sargento da Polícia Militar, Célio Ferreira. Seis estão presos e um homem é foragido da Justiça. Dois adolescentes que tiveram participação no crime tiveram a internação imediata negada pelo Ministério Público.

O sargento foi morto numa emboscada executada no dia 27 de setembro, no bairro São João. Ele foi morto a tiros. Um dos disparos acertou o lado esquerdo da cabeça dele e outro a mão. Não houve tempo de reação.

A prisão imediata dos autores do crime foi primordial para a conclusão do inquérito. Essa é a conclusão da delegada adjunta da 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil, Camila Batista Alves. Ela apresentou os resultados das investigações na tarde dessa quarta-feira (23). O delegado titular, Paulo Tavares também esteve presente no encontro.

A policial pontuou que foram indiciados por homicídio qualificado quatro pessoas: Lucas Santos Ferreira, 36, Cleber Roberto Reis Martins, 18, Igor Oliveira Cruz, 20, e  Célio das Graças Mendes (dono do barraco onde o sargento foi executado). Um homem que está foragido vai responder por tráfico, associação para o tráfico e homicídio qualificado.  Os irmãos Washington Luis de Freitas e Luis de Freitas Bento, vão responder por favorecimento pessoal. Foram eles que deram abrigo aos atiradores, segundo a polícia.

Os seis homens estão detidos no presídio de João Monlevade.

O crime

Segundo as investigações da Polícia Civil a intenção dos homens envolvidos era matar um policial militar. Como o sargento Célio foi quem atendeu a uma suposta denúncia de ameaça, ele foi o alvo escolhido pelo bando.

O homem  identificado como Célio foi quem vez a primeira ligação para a Polícia Militar e relatou uma possível ameaça de morte contra um de seus filhos por membros da “Gangue do Lucas”. Pouco tempo depois, a viatura do sargento Célio passou pela rua e também foi abordada pelo autor. Com isso, os policiais foram para o barraco indicado por ele e, no local, encontraram 16 buchas de maconha. No intuito de apreender os envolvidos por tráfico, a equipe composta por três militares (entre eles o sargento Célio), ficou escondida na casa.

O dono do imóvel então contou a um dos filhos sobre a presença dos policiais no lugar. O adolescente repassou a informação que chegou aos integrantes da “Gangue do Lucas”. Com isso, conforme a delegada Camila Batista, Igor, Lucas e Cleber foram ao barraco.

Lucas ficou afastado com um dos filhos do dono da casa e Cleber e Igor foram ao encontro dos militares. As apurações apontam que Cleber estava com a arma que matou o sargento em punho e efetuou os disparos. “Ele [Cleber] alega que viu o colete da Polícia Militar e o cano da arma. Nesse momento, o sargento Célio verbalizou: ‘parado, polícia'”, descreveu a delegada Camila.

Tiro certeiro 

A Polícia Civil comprovou através da reconstituição e com o laudo pericial que o disparo que matou o sargento Célio Ferreira foi feito entre 30 e 60 centímetros de distância da cabeça dele. O que refuta a versão dos investigados, que alegam que estariam correndo enquanto atiravam contra o militar. O primeiro disparo foi realizado acima da orelha do policial. Ele caiu de joelhos e foi alvejado com tiro acima da sobrancelha esquerda. Um terceiro disparo atingiu a mão esquerda do sargento. Ele teve um dedo decepado por conta da lesão. Os envolvidos atiraram mais duas vezes. Os tiros acertaram o barraco onde o policial estava.

Mais ações contra o tráfico

A delegada Camila Batista pontuou que o bairro São João apresenta grande desafio para a polícia devido a dimensão territorial. Como o acesso ao bairro é feito somente por uma rua, os moradores têm visão privilegiada de quem entra ou sai do local. Inclusive os policiais. A policial relatou que o São João possui tráfico intenso de drogas e as ações para coibir o crime serão intensificadas. Ainda conforme a delegada Camila, a “Gangue do Lucas” foi desarticulada com a prisão dos chefes do tráfico envolvidos na morte do sargento Célio.

 

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