Homem é suspeito de abusar sexualmente do sogro e três sobrinhas

Diocleciano nega ter cometido os crimes - Divulgação/PC

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu mandado de prisão preventiva em desfavor de Diocleciano Vieira Câmara, de 58 anos, suspeito de ter abusado sexualmente do sogro e de três sobrinhas. Os crimes aconteceram em Betim.

As investigações revelaram que o suspeito, em 2010, abusou de uma das sobrinhas, de 26 anos na época, aproveitando do fato de a vítima possuir deficiência mental. O crime acontecia sob o pretexto de que a vítima o ajudasse a cuidar dos animais de uma chácara que o investigado possuía. De acordo com a Delegada responsável pelo caso, Ariadne Elloise, o abuso era sempre presenciado pelo irmão da vítima, de 10 anos na época, que sob ameaça era obrigado a presenciar os atos sexuais e alertar o suspeito, caso alguém chegasse.

Em 2011, a PCMG recebeu a denúncia de que o sogro do suspeito havia sido abusado sexualmente durante o banho, quando estava sozinho com Diocleciano. Na época, o idoso de 75 anos não conseguia enxergar ou se comunicar devido a sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Um sobrinho da vítima, que é enfermeiro, percebeu lesões no órgão genital do idoso, quando foi buscá-lo na casa de Diocleciano e o levou a um médico que comprovou o abuso.

Ao descobrirem sobre o crime contra o avô, duas outras sobrinhas resolveram contar para a mãe delas que também sofreram abusos sexuais, por parte do suspeito, durante a infância. Uma delas teria sido vítima dos 8 aos 14 anos e a outra, dos 6 aos 13 anos. As vítimas relatavam que sempre que o suspeito podia ficar sozinho com elas, ele praticava os atos libidinosos e o estupro.

Diocleciano nega ter cometido os crimes. Segundo a Delegada Ariadne, o laudo, no caso do idoso, e os testemunhos colhidos dão embasamento à investigação. “Os crimes sexuais são normalmente ocultos, sem testemunhas, e nesse caso podemos contar com o testemunho do irmão da vítima e das próprias vítimas que foram firmes e coerentes”.

Os inquéritos policiais foram concluídos e encaminhados ao Judiciário, já existindo denúncia do Ministério Público. O suspeito vai responder por ameaça, estupro de vulnerável e importunação ofensiva ao pudor e a pena pode chegar a 30 anos.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui