A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), prendeu, nesta quarta-feira (20), em flagrante Ricardo Lazaby Lubambo Sobrinho, 41 anos, suspeito de cometer o crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, com pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. Por meio de sites de compra e venda, Ricardo vitimou diversas pessoas, já tendo em Minas Gerais 15 boletins de ocorrência registradas em seu desfavor, desde janeiro de 2018.

Segundo o Delegado Gustavo Barletta, o investigado pesquisava em sites de compras e vendas produtos de alto valor, como televisores, aparelho de som, notebooks, Mac Book, vídeo games, guitarras, dentre outros aparelhos eletrônicos. Após isto, entrava em contato com o vendedor e se apresentava como piloto da Polícia Federal. “Quando ele encontrava a vítima a ludibriava para efetivar a compra, já que realizava a transferência bancária de forma fictícia, por meio do aplicativo de seu celular e levava o produto. Descobrimos, na verdade, que ele agendava a transferência e, por não ter saldo, a transação era cancelada”, contou.

De acordo com as investigações, que estão em curso há cerca de dois meses, o autor revendia os produtos adquiridos de forma ilícita para terceiros e vinha cometendo este crime há vários anos, já que cumpriu pena pelo mesmo delito no Estado da Paraíba. “Em todos os golpes Ricardo sempre usou o seu nome verdadeiro e o mesmo veículo para se encontrar com as vítimas. Conseguimos rastrear suas ações, durante a abordagem e busca no carro, localizamos um notebook, que possivelmente foi adquirido de forma fraudulenta. Ao interrogá-lo, ele revelou que havia em sua casa alguns objetos procedentes dos golpes e conseguimos arrecadar diversos aparelhos eletrônicos de alto valor, além de R$ 2.500 em espécie”, relatou Barletta.

Ainda segundo o Delegado, estelionatários estão se aproveitando destes sites para cometerem seus crimes. “Os cidadãos devem ficar atentos quando forem realizar qualquer tipo de negociação por meio destes sites, sempre verificando a idoneidade dos compradores e efetivando a venda somente após a certeza de terem recebido o valor do produto. Estamos à disposição da sociedade para outras denúncias que possam nos auxiliar em todos estes inquéritos que indiciarão Ricardo pelo crime de estelionato”, concluiu.

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