Polícia interdita fábrica de produtos de limpeza em João Monlevade

A Polícia Civil de João Monlevade cumpriu nesta quinta-feira (24), Mandado de Busca e Apreensão, expedido pelo Juiz da Comarca, na empresa Brilharte Comércio Atacadista de Produtos de Limpeza Ltda, no Bairro José de Alencar.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações davam conta de que a Brilharte estaria supostamente cometendo crime previsto no art. 273 do Código Penal, cuja pena é de 10 a 15 anos de reclusão. Concluídas as investigações, houve a representação e consequente expedição do Mandado de Busca e Apreensão.

Coordenados pela Delegada Monique Morais Bicalho, as equipes de policiais civis, acompanhados de fiscais da Vigilância Sanitária Municipal compareceram na empresa onde realizaram buscas. Conforme a polícia,  várias irregularidades foram constatadas no local, o que ensejou a prisão em flagrante de um dos proprietários.

Dentre as irregularidades foram encontrados diversos produtos fabricados pela Brilharte sem autorização da Anvisa e parecer técnico de químico responsável, suspeita de adulteração dos rótulos desses produtos, além de poluição ao meio ambiente, derramamento de produto químico na rede pluvial, armazenamento de produtos tóxicos e químicos de forma irregular, ambiente de trabalho insalubre, além de suspeita de crimes contra o consumidor.

No local havia vários galões de produtos já disponíveis para a comercialização, inclusive de álcool gel, sendo que em alguns constava o nome do químico responsável, contudo segundo a polícia, a empresa sequer possui profissional como prestador de serviço.

O local foi interditado pelas fiscais da Vigilância Sanitária e lacrado pela Perícia Criminal da Delegacia Regional para posterior análise de crimes ambientais.

Durante as buscas foram verificadas ainda diversas irregularidades administrativas de competência da Anvisa, cujas medidas ficaram a cargo daquele órgão.

A Delegada responsável pela Operação orienta a população ou empresas locais que eventualmente tenham adquirido produtos da empresa, para que entreguem o material adquirido na Vigilância Sanitária do município ou na Delegacia de Polícia Civil, tendo em vista a irregularidade em sua fabricação e possível risco à saúde.

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