O delegado de plantão esteve acionou a perícia técnica da Polícia Civil, logo após os trabalhos do perito criminal, os seis corpos foram removidos pela funerária Santa Terezinha para o Instituto Médico Legal (IML) que irá dar o devido destino aos cadáveres

Uma denúncia anônima por volta das 20h de sexta-feira, 18 de agosto de 2017, levou policiais militares até um prédio abandonado onde funcionava o Centro de Ensino Superior de Itabira (CENSI), localizado no Alto dos Pinheiro no Bairro Campestre, onde foram encontrados seis corpos submersos em dois tanques com grande quantidade de formol.

Segundo os militares, os corpos possivelmente de indigentes que não foram identificados após a morte, eram utilizados pelo CENSI para estudos e pesquisas pois todos foram encontrados em uma sala nos fundos do laboratório de anatomia.

Os policiais receberam a denúncia de que havia vários corpos abandonados no local, então foram até o endereço relatado e constataram a veracidade da informação.

As autoridades que estiveram na cena precisaram do apoio do Corpo de Bombeiros para arrombar uma porta de acesso a sala onde havia também vários órgãos em diversas vasilhas plásticas. O delegado de plantão esteve acionou a perícia técnica da Polícia Civil, logo após os trabalhos do perito criminal, os seis corpos foram removidos pela funerária Santa Terezinha para o Instituto Médico Legal (IML) que irá dar o devido destino aos cadáveres.

Os militares apreenderam várias caixas com formol e medicamentos que são de vendas restritas e também estavam abandonadas. A Polícia Civil vai instaurar o inquérito para apurar o fato para comunicar ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que ficará a cargo de punir os responsáveis que abandonaram os corpos naquele local sem dar o seu devido destino.

Em 2012, a Fundação Comunitário de Ensino Superior de Itabira (FUNCESI) entrou em negociação para adquirir o CENSI, a venda da instituição na época seria devido a inadimplência dos alunos e que a escola já não conseguia mais arcar com os prejuízos.

De acordo com um dos sócios do CENSI naquela época, a inadimplência corresponderia a 25 folhas de pagamento mensais da instituição. “Os sócios vinham colocando dinheiro mensalmente na instituição. Para ele, a venda foi a melhor opção. “Fechar de uma hora para a outra seria pior”, justificou.

Desde então, o prédio deixou de ser escola e já chegou ser hotel abrigando vários funcionários de uma empresa terceirizada da Mineradora Vale. Os policiais acreditam que os corpos estavam abandonados naquele local há vários anos.

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