Polícia prende homem por divulgar áudios com ameaças contra policiais

Um homem, de 19 anos, foi preso nesta segunda-feira (70 suspeito de ser o autor dos áudios de ameaças contra policias. Fotos/ Bell Silva

Durante patrulhamento de rotina pelo Bairro Santa Cecília, em João Monlevade, por volta das 15h30 desta segunda-feira (7), militares do Pelotão Tático Móvel depararam com dois indivíduos que estavam praticando crime ambiental, mantendo em cativeiro vários pássaros da fauna silvestre.

Foi realizada a abordagem aos suspeitos e durante os trabalhos, os policiais constataram que um deles, um rapaz de 19 anos, morador do Bairro São João, estava sendo investigado, tanto pelo Serviço de Inteligência  Polícia Militar quando pela Polícia Civil, como sendo o autor dos áudios compartilhados por meio do aplicativo WhatsApp onde policiais eram ameaçados de morte. Toque de recolher também foi imposto à moradores de alguns bairros, o que levou a população ao pânico.

Em um dos áudios, o suposto marginal diz pertencer a uma organização criminosa em São Paulo, e que eles possuem fuzis e pistolas para enfrentar as forças policiais da cidade. Ele convocava marginais de outros bairros para “botar o terror na cidade”.

Na sexta-feira passada, uma nota de esclarecimento sobre os áudios foi divulgada pelos comandos das polícias. Clique aqui e veja o documento.

O outro envolvido na operação disse não ter qualquer relação com os áudios divulgados, e que havia sido conduzido apenas pelo crime ambiental.

Segundo a polícia, durante a prisão dos suspeitos, o suposto autor das ameaças contra policiais teria atirado um celular contra um poste, com intuito de destruí-lo para evitar que nele fosse encontrados os áudios que comprovariam sua autoria do crime.

O aparelho foi recolhido pela equipe policial e, mesmo com a tela quebrada, será submetido a uma perícia feita pela Polícia Civil.

O rapaz também negou ser ele o autor dos áudios e pela divulgação deles. Para nossa reportagem ele alegou que tentou destruir o celular porque nele havia conversas onde comercializava os pássaros em troca de drogas com outras pessoas.

Os dois suspeitos foram levados para a Delegacia da Polícia Civil, juntamente com os pássaros e o celular apreendido.

Confira a entrevista do sargento Abrante, da Polícia Militar.

 

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