Policiais são mobilizados para atender falso crime na Vila Tanque

Quem dissemina notícia falsa pode responder por falsa comunicação de crime

Na noite da última quarta-feira (21), em grupos de trocas de mensagens e também em redes sociais foi veiculada a falsa notícia de que havia ocorrido um latrocínio – roubo seguido de morte – na rua 16, bairro Vila Tanque.

Rapidamente uma equipe da Polícia Militar foi mobilizada e os agentes de segurança chegaram a deslocar com uma viatura até o suposto local do crime. No lugar, como não havia nada, o atendimento foi cancelado.

A disseminação da notícia falsa também mobilizou policiais civis. A delegada de plantão, detetive e até o perito já estavam a postos para irem ao local acompanhar o caso. Antes da equipe ser despachada, a informação do latrocínio foi desmentida.

O Setor de Inteligência da Polícia Militar alerta que quem dissemina notícia falsa pode responder por falsa comunicação de crime e ser preso. “Antes de compartilhar informações em rede social é essencial que se faça a checagem”, apontou o militar responsável pelo setor.

O que gerou a notícia falsa

A falsa notícia sobre o crime foi gerada a partir das informações de que um antigo morador da Vila Tanque, Simônidas Brasil de Souza Rocha, 64 (conhecido como Simão), havia sido encontrado morto. O fato aconteceu, mas na cidade de Contagem e é investigado.

O idoso e a mulher dele, Marlene Maria de Jesus Rocha, 69, tiveram os corpos encontrados por um sobrinho. A hipótese é de que Simônidas atirou na esposa e depois se matou.

Segundo uma nota da Polícia Civil, reproduzida pelo site BHAZ, “a linha investigativa aponta, inicialmente, que o suspeito atirou duas vezes contra a vítima e, em seguida, se matou com um tiro no peito. Não há sinais de arrombamento na casa e os telefones celulares estavam dentro da residência”. Um inquérito policial foi aberto para apontar a causa real das mortes.

Conforme o site BHAZ, o corpo da mulher estava enrolado em um cobertor e apresentava duas perfurações feitas por arma de fogo. Ao seu lado, o de Simônidas também morto com uma perfuração no meio do tórax. Um revólver calibre 38 foi encontrado ao lado dele, com três cartuchos deflagrados. A arma, conforme a polícia, estava registrada no nome dele.

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