Somente com o município de Ipatinga o estado acumula dívida de R$ 78,5 milhões. Foto: Diário do Aço

As Prefeituras de Coronel Fabriciano, Dionísio, Ipaba, Jaguaraçu, Marliéria, Santana do Paraíso e Timóteo não terão expediente nesta sexta-feira (10). A paralisação dos serviços municipais faz parte do protesto contra os atrasos do Estado de Minas Gerais no repasse de recursos, em especial, para as áreas de saúde, educação e desenvolvimento social.

Os serviços essenciais devem ser mantidos normalmente em todos os municípios que participam do protesto contra o governo de Fernando Pimentel (PT), em obediência ao que foi anteriormente estabelecido em assembleia.

A decisão de paralisação das prefeituras do Vale do Aço e do Leste de Minas foi tomada no Fórum Emergencial realizado no dia 27 de julho, em Governador Valadares, e reforçada no encontro de terça-feira (7), em Caratinga.

Nos dois encontros, representantes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Leste (Cides-Leste), Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Aço (Amva) e Associação dos Municípios da Microrregião do Rio Doce (Ardoce) debateram demais ações para pressionar o Governo de Minas a repassar as verbas devidas.

Na reunião mais recente dos prefeitos do Leste de Mias, foi redigida a Carta de Intenção ao governador do Estado. O documento reafirma as paralisações das repartições municipais durante todas as sextas-feiras até o dia 20 deste mês.

A carta ainda informa a realização do ato de protesto no dia 21, em Belo Horizonte. Caso o Governo do Estado não inicie o pagamento das dívidas até o dia 20, foram estabelecidas outras ações que serão executadas pelos municípios como forma de protesto.

Todas as atividades escolares da rede pública municipal serão paralisadas a partir do dia 20 de agosto, data em que será paralisado também o transporte escolar da rede pública estadual e suspensos os convênios com diversos órgãos estaduais, em caso de negativa do Poder Executivo do estado. Somente com o município de Ipatinga, o mais populoso do Vale do Aço, o estado acumula dívida de R$ 78,5 milhões. Deste total, quase R$ 32 milhões são relativos a atendimentos diversos feitos a pacientes do SUS pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), via Hospital Márcio Cunha, e outros R$8 milhões são vinculados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Em Timóteo, outro município que terá os serviços municipais suspensos nesta sexta-feira, a dívida de administração mineira ultrapassa a cifra de R$18 milhões.  A Administração Municipal ainda informa que a adesão das escolas à paralisação é facultativa.

*Com informações do Diário do Aço

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