Prefeitura aceita conversar sobre reajuste dos servidores de João Monlevade

O professor Huita do Couto Matoso, que destacou que o Executivo apresentou quatro versões diferentes para alegar a impossibilidade do reajuste financeiro ao funcionalismo

A negociação do reajuste dos servidores públicos de João Monlevade pode ser retomada depois de várias semanas. É que ocorre nesta sexta-feira (27) uma reunião entre representantes da Prefeitura e vereadores para discutir a questão. O encontro foi intermediado pelos parlamentares a pedido do funcionalismo, já que a prefeita Simone Moreira (PSDB) deu como encerradas as negociações e enviou projeto que autoria o aumento para votação no Legislativo.

A matéria prevê reajuste de 3,29% nos salários. O vale-alimentação, segundo a proposta, não terá correção. E é justamente esse ponto que os servidores estão questionando pelo menos por três semanas. Eles reivindicam que o benefício tenha aumento e vigore em R$350,00 para todos os funcionários. A maioria dos vereadores concorda com o pedido e promete intermediar nova rodada de negociações sobre o vale.

Ontem (24), durante a reunião ordinária da Câmara de Vereadores, mais uma vez, representante do Sintramon (sindicato dos servidores públicos), usou a Tribuna da Casa para falar sobre a data-base da categoria. Dados econômicos e financeiros da Prefeitura de João Monlevade foram apresentados pelo professor Huita do Couto Matoso, que destacou que o Executivo apresentou quatro versões diferentes para alegar a impossibilidade do reajuste financeiro ao funcionalismo. “Eles não usaram dados estatísticos e sim contexto histórico. Que transparência é essa que nós temos?”, questionou. O professor enfatizou ainda que o aumento no vale-alimentação, conforme projeção econômica da Prefeitura, é possível e  não incidiria  em gasto do pessoal.

Manifestações

O projeto que prevê o reajuste dos servidores não entrou na pauta de votação dos vereadores e deve ser enviado para apreciação em primeiro turno do Plenário, na próxima semana.  Por conta da imposição dos índices, na semana passada, os servidores públicos decretaram estado de greve e, anteontem, fizeram uma parada de advertência  com mobilização da categoria no  centro de João Monlevade e também na Câmara Municipal.

Prefeitura diz que reajuste salarial oferecido é o maior da região

Afirmando que a Prefeitura de João Monlevade chegou ao máximo quanto ao que se possibilita dar de reajuste salarial ao servidor público municipal, a Secretaria Municipal de Fazenda disse que o índice de 3,29% é o que pode ser oferecido, inclusive tratando-se do maior índice de reajuste salarial oferecido na região.

A equipe econômica da Prefeitura ressaltou que as constantes quedas na receita, bem como os recursos do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) retidos pelo governo do Estado, têm prejudicado a economia do Município.

A prefeita Simone Carvalho Moreira ressaltou que os servidores municipais são merecedores de um reajuste melhor, disse que a Administração está fazendo o que pode e ressaltou que continuará administrando com responsabilidade, procurando investir, através de cada setor público, em favor de todo o município.

Para se ter uma ideia, enquanto a prefeitura monlevadense oferece aos servidores o reajuste de 3,29%, as Prefeituras de Santa Bárbara e Nova Era ofereceram 2,07%, e a Prefeitura de São Gonçalo ofereceu 2,84%. Outras Prefeituras ainda não se manifestaram quanto aos reajustes a serem oferecidos este ano. No setor privado, a Usiminas ofereceu 1,84%, de imediato, mais 0,5% em março. A Aperam/Timóteo ofereceu 1,83% e a ArcelorMittal ofereceu 1,63% mais PLR.

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