Também participa do mutirão a Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb), com um caminhão para recolher os resíduos e materiais que os moradores descartarem e coletores de lixo

A Prefeitura de Itabira, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou hoje (17), o primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) de 2017, realizado entre os dias 9 e 13 de janeiro. O percentual de infestação predial do mosquito é de 4,3%.

Até o dia 13/01 foram pesquisados cerca de 1.926 domicílios itabiranos, em 83 foram notificados focos de dengue. Segundo o Liraa, a situação mais grave é a do bairro Ribeira de Baixo, onde o índice de infestação foi de 16,66%, seguido pelos bairros Barreiro, Eldorado e Santo Antônio, ambos com 14,28%. Os bairros Bethânia e São Francisco foram verificados com 13,33% no índice de infestação e o Ribeira de Cima com 13,3%. Os bairros Juca Rosa (11,9%), Santa Marta (11,36%), Clóvis Alvin II (11,11%) e Clóvis Alvin I (10%) também estão em situação grave.

Já os bairros São Pedro (9,8%), Abóboras (9%), Bela Vista (8,21%), Novo Amazonas (8,16%), Santa Ruth (7,89%), Jardim Gabiroba (6,84%) e a Estação Rodoviária (8,33%) foram notificados com risco de surto, como explicou Thereza Cristina Oliveira Andrade, superintendente de Vigilância em Saúde. Na mesma situação, estão os bairros Nossa Senhora das Oliveiras (5,66%), Hamilton (5,26%), Vila São Geraldo (4,54%), Madre Maria de Jesus (4%) e João XXIII (4%).

Os bairros Santa Tereza (3,84%), Machado (3,84%), Amazonas (3,7%), Pedreira (3,52%), Bálsamos (3,44%), Fênix (3,44%), Colina da Praia (2,94%), Vila Piedade (2,77%), Praia (2%), Caminho Novo (1,78%) e Gabiroba (1,36%), encontram-se em situação de alerta, informou Thereza Andrade. Ainda segundo ela, o índice médio de infestação aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é abaixo de 1%. “Os bairros não listados no Liraa encontram-se abaixo do índice. Portanto, em situação satisfatória”.

Criadouros do mosquito

Segundo informação da Secretaria Municipal de Saúde, o Liraa mensurou também, a situação de criadouros do Aedes aegypti no município. 29,7% foram encontrados em depósitos móveis – vasos, frascos, pratos, recipientes de desgelo, bebedouros em geral, pingadouros e materiais de construção civil. Em materiais de depósitos domésticos – barris, tanques, tambores etc – foram encontrados 28,6% de criadouros. Já em depósitos fixos – borracharias, hortas, calhas, sanitários sem uso, piscinas não tratadas, fontes ornamentais, floreiras de cemitério, cacos de vidro em muros e toldos – foram achados 15,4% de berçários do mosquito. Mesmo índice (15,4%) encontrado em recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas em locais abertos e ferros velhos. 5,5% de criadouros foram encontrados em pneus e câmaras de pneus; 3,3% em depósitos naturais – bromélias e buracos em árvores e rochas e, 2,2% foram achados em caixas localizadas em lugares elevados – caixas d’águas destampadas.

De acordo com Thereza Andrade, o grande problema da dengue acontece neste período. “Estamos no início do verão e no período das águas. Os locais em que os ovos foram depositados entram em contato com a água e todo o ciclo do mosquito começa”. Ainda segundo ela, “a população deve permanecer alerta para identificar, eliminar os focos e ficar atenta aos primeiros sintomas da doença para procurar a unidade de saúde mais próxima”.

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