Conforme o balanço, em 31 de dezembro, a Prefeitura de João Monlevade tinha um saldo financeiro de R$20.544.769,53. Desses, R$12.380.461,75 correspondiam a recursos vinculados, ou seja, com aplicação obrigatória, que não pode ser alterada. Já os restantes R$8.164.307,78 são de livre destinação, o que significa que o Executivo pode empregá-los da maneira que julgar conveniente.

A prestação de contas do último quadrimestre foi apresentada na tarde da última sexta-feira (26) na Câmara Municipal.

O contador Adilson Arlindo Carlos, servidor da Prefeitura, mostrou em detalhes a contabilidade do município, mostrando que, no ano passado, o Executivo arrecadou R$249.882.471,54, enquanto os gastos ficaram em R$225.542.886,42.

Ironicamente, a Covid-19 acabou por influenciar positivamente as contas municipais. Isto ocorreu, entre outras razões, porque o governo federal repassou R$12.832.978,27, utilizados para as ações de combate ao coronavírus.

Destes, cerca de R$6 milhões foram remetidos ao Hospital Margarida, e o restante foi utilizado para adquirir equipamentos, máscaras, álcool em gel e testes, entre outras contratações. Além disso, a partir de março, não foram pagos os cerca de R$700 mil mensais em transporte escolar, já que os alunos não estão tendo aulas presenciais.

Em 2020, a Secretaria Municipal de Saúde foi a que mais gastou, com despesas de R$82.837.426,19. Em seguida, aparecem os R$48.388.590,28 da secretaria de Educação e os R$24.940.332,53 do Departamento Municipal de Águas e Esgotos (DAE). Em contrapartida, os órgãos com despesas mais modestas foram a Fundação Casa de Cultura, com R$285.899,38; a Controladoria Interna, com R$267.184,37; e a Assessoria de Governo, com R$180.263,98.

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