Prefeitura pode gastar mais de R$ 25 mil para monitorar servidores com câmeras

Foi aberto pela Prefeitura de João Monlevade, processo licitatório do tipo menor preço na modalidade presencial para a compra de 40 câmeras de segurança que devem ser instaladas nas repartições públicas para monitorar o Coletor de Ponto Eletrônico dos servidores.

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O custo do processo é de R$ 25.181,20 e justificado pela administração “para garantir a segurança dos equipamentos que são alvos fáceis de adulteração e passiveis de mau uso intencional. Com a implantação do sistema de monitoramento será possível identificar tais situações e tomar medidas pertinentes”.

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O gasto com os equipamentos foi duramente criticado pelo vereado Belmar Diniz (PT) que classificou a iniciativa como “Big Brother nas repartições públicas”. Ele falou sobre a questão em reunião semanal da Câmara Municipal, na tarde da última quarta-feira (22).

Enfático, o parlamentar disse que as câmeras são uma vergonha e que os equipamentos poderiam ser usados na implementação do projeto de monitoramento do centro comercial de João Monlevade e também na entrada da cidade (Olho Vivo). Belmar também citou itens que poderiam ser adquiridos com o montante estipulado no processo licitatório como um carro para equipe do Programa Saúde da Família (PSF) e fitas de glicemia.

“Não precisa de câmeras para vigiar o uso dos pontos. Os equipamentos podem ser colocado perto dos vigias que já atuam nas repartições públicas ou em local que as imagens são captadas por câmeras que já estão instaladas em alguns prédios”, sugeriu.

Depois da exposição do petista, o vereador Guilherme Nasser (PSDB), autor de proposições para a implantação do “Olho Vivo” em João Monlevade disse estar preocupado com o posicionamento da administração. Ele pontuou ainda que desde que os pontos eletrônicos foram instalados nos prédios públicos para o controle da entrada e saída de funcionários, 23 equipamentos foram danificados. Ainda segundo informações repassadas pelo vereador, o custo do reparo dos pontos chega a R$ 2 mil. “É um preço alto”, disse.

Sinval Dias (PSDB), líder do governo Simone Moreira na Câmara, defendeu a instalação das câmeras e exemplificou a importância do monitoramento do ponto eletrônico ao lembrar que “graças a filmagens que uma servidora da Câmara de Vereadores foi flagrada tentando colocar um grampo de cabelos na máquina de ponto do Legislativo”.

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