Presidente afirma que vai avaliar situação de servidor detido embriagado e sem habilitação

O presidente da Câmara de Vereadores de João Monlevade, Djalma Bastos (PSD) disse que vai avaliar junto à Assessoria Jurídica da Casa, a situação desencadeada com a prisão do servidor público, Fabiano Lobo Trindade, de 38 anos, detido por embriagues ao volante, após ter invadido o estacionamento privativo da Polícia Militar da cidade. O funcionário também não possui Carteira de Habilitação e precisou pagar fiança de quase R$ 7 mil para ser liberado. A confusão aconteceu na madrugada da última segunda-feira (19).

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Djalma falou sobre o assunto durante a última reunião da Câmara Municipal depois de o vereador Carlos Roberto Lopes (pastor Carlinhos-MDB) pressioná-lo a se manifestar sobre o caso. O emedebista foi enfático ao afirmar que a prisão do funcionário – que ocupa cargo de confiança no Legislativo – manchou o nome da Câmara de Vereadores. Ele também defendeu uma punição ao servidor, que acumula outras advertências no trabalho.

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Pastor Carlinhos pediu ainda que se apure se Fabiano Trindade dirigiu o carro do Legislativo. Segundo ele, há denúncias de que o funcionário (que não possui habilitação) usou o carro da Câmara. Sobre a questão, Djalma Bastos alegou desconhecer os fatos.
O presidente também discursou sobre ajudar pessoas viciadas em álcool e drogas, dando a entender que o servidor estaria enfrentando problemas com o vício. “É muito fácil atirar pedras quando a pessoa está no chão. Álcool e droga é doença. Nós precisamos dar as mãos a essas pessoas viciadas. Cada um age da forma que quer agir. Não vou atirar pedra em quem está no chão agora. Não tenho coragem para fazer isso” falou.

Na mesma linha de Djalma, o professor-vereador Lelis Pontes (PRB) se posicionou. “Farei o possível para ajudar. Mandar embora será pior”, argumentou. O líder da prefeita na Câmara, Sinval Dias (PSDB) endossou o discurso do colega e completou: “ele tem mais qualidades do que defeitos”. Os demais vereadores abstiveram as manifestações sobre o ocorrido.
No momento dos discursos de defesa ao funcionário, muitos vereadores não conseguiram esconder reações de descontentamento. Nos bastidores, o assunto também ganhou corpo e a maioria comentou ser favorável a punição ao servidor por ter manchado o nome do Legislativo.

Os fatos

Consta no Boletim de Ocorrências registrado pela PM que por volta das 2h52, o militar que estava na sala de operações da unidade, viu por meio de imagens do sistema de monitoramento que um veículo C4 Pallas, dirigido por Fabiano Lobo Trindade entrou no estacionamento em uma das vagas e o condutor não saiu do carro.

Militares foram até o veículo e ao ser dada ordem para que Fabiano sair do carro, ele desobedeceu e tentou dar a partida e efetuar várias manobras para evitar a abordagem, quase colidindo em outros carros estacionados. Consta também no Boletim que os policiais tiveram que repetir várias vezes a ordem, até que o condutor desistisse de manobrar o veículo.

O funcionário da Câmara desceu do carro, se identificou e alegou não saber o motivo que o levou a estar no estacionamento privativo da Polícia Militar. Segundo informações da Ocorrência Policial, ele apresentava forte hálito etílico, dificuldade para falar e até mesmo ficar de pé, estando aparentemente embriagado. O estado dele colocaria em risco até mesmo outros motoristas ou pedestres.
Para a polícia, Fabiano disse que saiu de casa, parou em alguns bares pela cidade onde bebeu cervejas e posteriormente decidiu dar uma volta chegando até o quartel da PM. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Em consulta ao sistema, os militares constataram que o motorista não possui Carteira de Habilitação e nem Permissão para Dirigir. Ele também não portava documentos. O carro foi liberado para uma testemunha habilitada. Fabiano foi preso em flagrante por crime de trânsito.

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