Presidente do Sintramon é intimada para negociação salarial no Ministério do Trabalho

Presidente do Sintramon, Isaura Tereza Bicalho

Acontece nesta quinta-feira (27), no Ministério do Trabalho, em Belo Horizonte, audiência entre a administração municipal de João Monlevade e o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de João Monlevade (Sintramon). A presidente da entidade, Isaura Bicalho, que esteve na reunião da Câmara de Vereadores na tarde de ontem (26) disse que foi intimada a comparecer à reunião como representante dos funcionários públicos. Ela pontuou que o encontro para o Sintramon é tranquilo.

A greve dos servidores municipais continua. A categoria pleiteia reajuste salarial de 9% e aumento de R$ 70,00 no vale alimentação. O índice de aumento nos salários oferecido pela prefeita Simone Carvalho é de 5,38%. Por conta da paralisação do funcionalismo, o Executivo monlevadense recorreu à Justiça e o Desembargador do Trabalho, Ricardo Antônio Mohallem, determinou ao Sintramon que, durante o movimento mantenha em serviço o mínimo de 60% dos servidores. Segundo o Desembargador, deve ser mantido esse percentual principalmente nos setores da Saúde, Sanitário, Epidemiológico, postos de saúde, DAE e área de processamento de dados ligados a serviços essenciais na Secretaria de Administração. A multa por descumprimento da decisão judicial chega a R$ 5 mil.

Sintramon faz reunião com vereadores

Ainda ontem, a diretoria do Sintramon, reuniu-se com os vereadores da Câmara de João, para defender um maior percentual de aumento salarial dos servidores públicos. O presidente do Legislativo, Djalma Bastos (PSD), explicou a todos que a reunião foi para atender a demanda do sindicato, diante do projeto de reajuste dos servidores municipais encaminhado pela Prefeitura, que propõe reajuste de 5,38%.

A presidente do sindicato, Isaura Bicalho, destacou que o trabalho da entidade é apartidário, e que todo o estudo dos dados econômicos da Prefeitura, que provam para o Sintramon que é possível dar 9%, de reajuste, foi feito de forma objetiva. “Questões partidárias estão fora desta negociação. Não somos também contra comissionados, mas é preciso valorizar aos servidores efetivos”, disse. Ainda segundo Isaura, um economista analisou as informações apresentadas. “Nosso economista, Júlio Sartóri assina essa análise. Sabemos o que pode ser dado e os servidores merecem. Somos uma classe e nosso último ato é a greve. Mas é preciso que a Prefeitura queira continuar a negociação com o sindicato”, ressaltou ela.

Servidores vão à Câmara

Depois da reunião com os vereadores, a presidente do Sintramon usou a tribuna da Câmara para falar sobre a questão do reajuste salarial aos presentes. O Plenário da Casa estava repleto, como nos encontros anteriores, de servidores públicos. Em sua fala, Isaura destacou a união da categoria, a responsabilidade nas negociações e a valorização dos profissionais. “Vamos continuar com o nosso movimento e a nossa união. Temos que ser respeitados por qualquer administração que seja”, ponderou a sindicalista. A coordenadora geral do SindUte (sede João Monlevade), Maria do Sagrado Coração Rodrigues Santos, também usou a tribuna no Legislativo em apoio aos servidores municipais.

Os vereadores também repercutiram as discussões. O projeto que prevê o aumento salarial dos servidores públicos deve ser votado na próxima semana. A matéria precisa do parecer do vereador Carlos Roberto Lopez (pastor Carlinhos – PMDB), relator da Comissão de Legislação, Justiça e Orçamento. O parlamentar, que está ausente da cidade, tem prazo regimental para se manifestar até a semana que vem.

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