A Polícia Militar de Barão de Cocais registrou um princípio de motim no presídio da cidade, por volta das 11h da manhã desta segunda-feira (30).

Segundo a PM, o motim teve início logo após o término do banho de sol dos detentos.

Ao todo 14 presos atearam fogo em colchões, roupas de cama, uniformes e passaram a promover algazarras diversas, bem como ficaram incitando os agentes penitenciários a entrarem, com o objetivo de tentarem tomar-lhes como reféns.

Agentes penitenciários das cidades de Itabira, João Monlevade e Timóteo foram para a cidade, em apoio aos colegas daquela unidade e a situação foi controlada.

A motivação do motim, segundo a polícia, foi pelo fato de que a direção do presídio teria negado em atender algumas solicitações dos detentos no sentido de permitir que eles tenham acesso 24 horas à televisão, mais assistência judiciária e social, dentre outras regalias não previstas em lei.

Ainda de acordo com a PM, não houve feridos de nenhum dos lados e o motim foi contido com o isolamento dos presos nas celas.

Os militares foram acionados logo após o início do motim, porque segundo informações, havia uma aglomeração de pessoas, familiares dos detentos, que buscavam informações sobre parentes presos na unidade.

Uma mulher, mãe de um detento, teria começado a chutar os portões do presídio e a gritar com os agentes, acusando-os de estarem maltratando o filho preso.

Os agentes penitenciários contaram que a mulher, na companhia de outra mãe de apenado, além de perturbarem os trabalhos e o sossego, estavam acusando-os  de forma generalizada, de estarem agredindo os reclusos.

Elas receberam voz de prisão em flagrante dos próprios agentes, que as mantiveram detidas no setor de segurança de entrada do presídio, até o momento da chegada dos militares, que fizeram o registro para o conhecimento e a adoção das medidas legais de competência da polícia judiciária.

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