Mandados são autorizados por ministro do Superior Tribunal de Justiça

Uma quadrilha suspeita de sonegar mais de R$ 1 bilhão em impostos com a venda ilegal de combustível está na mira das autoridades. Em uma operação realizada nesta terça-feira (15), foram cumpridos mais de 30 mandados de busca e apreensão, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

As investigações começaram quando a Polícia Rodoviária Federal apreendeu caminhões de combustível vindos de usinas paulistas para o Rio de Janeiro, após constatar que o produto estava com a documentação fraudulenta.

De acordo com o porta-voz da PRF, José Hélio Macedo, ao longo do ano passado, foram cerca de 70 carretas apreendidas.

Em 2019, alguns servidores públicos envolvidos com a investigação chegaram a receber ameaças anônimas por causa das apreensões. As notas fiscais eram fraudadas porque essas empresas não recolhiam os 32% devidos ao ICMS, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

Com essa vantagem ilegal, o litro do etanol chegava a ser comprado com desconto de quase R$ 1, gerando uma concorrência desleal no comércio, além de causar prejuízo aos cofres públicos.

Entre os envolvidos no esquema, há empresas de transporte e também oito usinas suspeitas de vender o combustível com as notas adulteradas.

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