A professora agredida precisou levar vários pontos na cabeça por causa da agressão sofrida pelo aluno

Uma professora de matemática, que leciona na escola estadual Romeu Perdigão, na cidade de São José do Goiabal, foi agredida por um aluno de 15 anos dentro da sala de aula. O rapaz atirou uma cadeira e acertou a cabeça da educadora, que precisou levar cinco pontos para estancar o ferimento.  O fato aconteceu no início do mês de outubro. No entanto, só agora a professora decidiu tornar pública a agressão, com exclusividade para o site O Popular.

Na época, ela registrou uma ocorrência policial e, segundo a educadora, de lá para cá nenhuma providência foi tomada em relação ao assunto. “O aluno já tem um histórico de outra agressão. A direção da escola não tomou nenhuma providência e nem o poder Judiciário me chamou para eu ser ouvida. É um sentimento de indignação”, falou.

A professora contou que o aluno agressor discutia com outro estudante e ela tentou interromper a confusão. Ao se virar, foi atingida com a cadeira na cabeça. “A mãe do adolescente me pediu desculpas pelo incidente, mas ele não. Depois de me machucar, solicitei à Superintendência de Ensino a mudança de sala de aula e com isso não leciono mais para a turma do agressor”, explicou. A professora disse ainda que, segundo a versão do ex-aluno, a intenção era atingir o colega de classe e não ela.

“Como professora me sinto indignada com essa situação e espero que tomem providências cabíveis e que isso não se repetia com nenhum outro profissional. É frustrante, me sinto humilhada e desrespeitada pelo acontecimento. Hoje foi uma cadeira. E amanhã? O que poderá ser?”, concluiu a educadora.

Mais de 40% dos professores estaduais já foram agredidos

Uma pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG) aponta que nas escolas da rede estadual de Minas, 43,8% dos professores já sofreram alguma agressão física, verbal ou psicológica por parte de alunos.

Desde o início desse ano segundo a Secretaria de Estado de Educação (SEE), é implementado o Programa de Convivência Democrática nas Escolas, com intuito de coletar dados sobre a violência nas escolas.

O Estado ainda reiterou que está em constante diálogo com os representantes dos trabalhadores da educação e que, quando é registrado algum caso de violência contra professores, a direção da unidade de ensino acompanha de perto a situação e presta todo o suporte e orientações necessários. Ainda segundo a secretaria, em breve será publicada a regulamentação da Lei 22.623/2017, que estabelece medidas para coibir a violência nas escolas estaduais.

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