Protestos, bate boca, pedido de desculpas e aprovação de benefícios a professores marcam reunião

Nesta quarta-feira (17), a reunião semanal da Câmara de João Monlevade foi intensa. Protestos, bate boca, pedido de desculpas e aprovação de benefícios a professores marcaram o encontro.

Servidores públicos foram até ao Legislativo protestar contra a possibilidade da tramitação de um projeto de autoria do vereador Djalma Bastos (PSD), quer propõe o corte de dois dias de licença remunerada do funcionalismo. A matéria não entrou na pauta porque ainda segue sob análise de Comissões temáticas.

Servidores usaram cartazes com reivindicações (fotos: Bell Silva)

Os servidores também usaram cartazes para, novamente, reivindicar reajuste salarial, já que a prefeita de João Monlevade, Simone Moreira (PSDB) anunciou que nesse ano não aumentará os salários.

Carlos Silva, diretor do Sintramon – sindicato que representa os servidores públicos – usou a Tribuna da Câmara para comentar as questões. O sindicalista passou a ser interrompido por Djalma Bastos, que foi vaiado pelos servidores. Os dois trocaram farpas e chegaram a bater boca quando o parlamentar rebateu as colocações de Carlos Silva afirmando que o funcionalismo está mal representado por lideranças do Sintramon.

Carlos Silva – diretor do Sintramon
Djalma Bastos – vereador

 

 

 

 

 

Outro protesto que marcou a reunião dessa semana foi em relação à agressão sofrida pelo vereador do PT, Belmar Diniz. Um livro foi jogado pelo parlamentar Sinval Dias (PSDB) no rosto do petista, na semana passada. O diretório do PT enviou correspondência à Câmara repudiando a ação e pedindo punição para a agressão.

Sinval ensaiou um pedido de desculpas, mas não assumiu a culpa pela agressão e preferiu jogar a responsabilidade pelo ocorrido para o presidente da Câmara, Leles Pontes (PRB). Segundo Sinval, Leles não deveria ter deixado Belmar discursar porque o nome dele não constava no livro como orador. Esse foi o motivo da agressão. O tucano também tentou justificar suas ações reafirmando que “não aceita ser passado para trás e que o seu sangue ferveu”.

Belmar Diniz, por sua vez, pontuou que não aceita as desculpas de Sinval, apesar da atitude dele em reconhecer o erro tenha sido salutar. Ele também pediu punição para o ato do colega e enfatizou que não foi a primeira vez que o parlamentar agiu de tal maneira.

Belmar lembrou que Sinval já tentou agredir outro vereador, um profissional da imprensa e falta com respeito com o público.

Os demais vereadores repudiaram a agressão de Sinval contra Belmar e enfatizaram que é preciso que a presidência da Câmara tenha mais pulso e ações nesses casos. Pressionado, Leles Pontes instituiu uma Comissão de Ética no Legislativo. Guilherme Nasser (PSDB) será o presidente e terá os colegas Antônio de Paula Magalhães (Toninho Eletricista -PHS) e Cláudio Domingues (Cebolinha – PTB) como membros e parceiros na elaboração de um Código de Ética dos vereadores.

Ainda durante a reunião, os parlamentares aprovaram um projeto que prevê mudança no estatuto do magistério. A matéria, que é de autoria da prefeita Simone Moreira (PSDB), altera a lei 920/89, e mantém os benefícios “Extraclasse” e “Pó de Giz”, para professores que não estão exercendo a função em sala de aula. A matéria passou a tramitar no Legislativo depois que o Ministério Público determinou que a prefeita suspendesse o benefício dos professores que deixaram a sala, para exercer função administrativa.

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