Quebra-molas pipocam em João Monlevade; motoristas reclamam e Settran alega que atende pedidos

Numa das últimas obras do Settran, um quebra-molas foi colocado na rua do Andrade

Os quebra-molas não param de ser colocados nas ruas de João Monlevade. Os redutores de velocidade estão por todo lado e recebem críticas de uma parte da população e elogios de outra. Numa das últimas obras do Setor de Trânsito e Transporte (Settran), um quebra-molas foi colocado na rua do Andrade, no bairro José Elói, quase em frente à Policlínica. A obra não tem agradado motoristas que transitam pelo local que atestam “exagero” por parte do Setor de Trânsito.

Outros redutores de velocidade que têm recebido queixas são os que foram colocados no bairro Belmonte, perto da Secretaria de Saúde (prédio do antigo Pronto Atendimento). São quatro quebra-molas em espaços curtos de espaço.

Segundo o chefe do Settran, Brenno Lima, todo quebra-mola ou redutor de velocidade só é instalado quando há solicitação de algum dos vereadores ou da comunidade local e, em ambos os casos, através de abaixo-assinado. Ele disse que, a partir daí, é averiguada a necessidade de cada caso, sob a ótica de questões técnicas. Havendo a necessidade, instalam-se placas (que ficam sinalizando o local, antes da construção do quebra-molas, por 10 a 15 dias). Em seguida, o quebra-molas é construído. “O bom seria é que não tivesse quebra-molas, com maior educação e consciência no trânsito. Todavia, a realidade não é assim”, destacou Brenno Lima, que também foi questionado sobre o número de quebra-molas na cidade, mas não informou os dados.

Quanto à questão do antigo PA, segundo informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de João Monlevade, os serviços de saúde no prédio serão intensificados e, por isso, os redutores de velocidade são necessários devido a travessia de pedestres. Outra justificativa é devido à grande circulação de carretas na região.

O que diz a lei?

De acordo com a resolução nº 600, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), quebra-molas podem ser instalados “onde se necessite reduzir a velocidade do veículo de forma imperativa, nos casos em que estudo técnico de engenharia de tráfego demonstre índice significativo ou risco potencial de acidentes”.

Conforme a legislação, a instalação só pode ser feita com autorização da autoridade de trânsito, em locais onde outras alternativas de engenharia de tráfego são ineficazes.

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