Reajuste dos servidores tramita na Câmara de João Monlevade

O projeto de lei que prevê o reajuste salarial do funcionalismo público de João Monlevade já tramita na Câmara de Vereadores.  Apesar das negociações com a classe não ter avançado, a matéria deve entrar na pauta de votação na próxima semana. No ano passado, a prefeita Simone Moreira (PSDB) não chegou a um consenso com o Sintramon (sindicato da categoria) e também enviou o projeto para votação dos vereadores sem aprovação dos servidores, que foram para a Câmara e promoveram atos de manifestação contrários à aprovação da matéria.

Segundo o projeto, a indicação é de que os salários do funcionalismo sejam reajustados em 3,9%. O vale-alimentação não deve sofrer aumento. Os servidores municipais pleiteiam reajuste de 10% e vale de R$ 350,00 para todos os funcionários.

A tramitação do projeto que prevê a revisão dos subsídios foi duramente criticada pela maioria dos vereadores, que alegaram falta de diálogo entre o funcionalismo e a chefe do Executivo. “Isso é um tapa na cara e uma falta de consideração com o servidor. É lamentável”, criticou o vereador do PDT, Thiago Araújo (Titó).

O petista Belmar Diniz, também não gostou da imposição da votação. Ele apresentou dados no quais apontam que no mês passado 12 pessoas foram contratadas para cargos comissionados na administração pública e outras duas tiveram gratificações de 50% no salário. Os dados contestam portaria datada no dia 20 de fevereiro na qual a prefeita Simone determina a adoção de medidas de gestão para controle e despesas de gastos públicos. Entre elas, Diniz citou a restrição de horas extras e pagamento de diárias de viagem. “Que preocupação com o gasto público é esse se chove nomeações em um mês?”, questionou o vereador.

Também do PT, Gentil Bicalho ponderou que os recursos de negociação não foram esgotados e que acredita haver ainda possibilidade de diálogo.  O vereador Carlos Roberto Lopez (pastor Carlinhos-MDB), por sua vez, ressaltou que a proposta de reajuste de 3,9% é maior do que o índice da inflação. No entanto, a estagnação do valor do vale-alimentação deixa a desejar.

O líder da prefeita na Câmara, Sinval Dias (PSDB), argumentou que a proposta para o reajuste dos salários é feita com “os pés no chão”. Ele apresentou índices de reajuste do funcionalismo em cidades da região como Santa Bárbara e Nova Era onde foi concedido 2,07% de aumento, São Gonçalo do Rio Abaixo (2,84%), além de Bela Vista, São Domingos do Prata e Itabira, onde as Prefeitura descartaram qualquer índice de reajuste salarial.

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