De acordo com Aline Fernandes, a vigilância epidemiológica das paralisias flácidas agudas (PFA) é muito importante para manter o Brasil livre da circulação de poliovírus selvagem

A Regional de Saúde de Itabira, através do seu Núcleo de Vigilância Epidemiológica, realizou na última terça-feira (06/04) uma capacitação abordando os temas: Vigilância Epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas/Poliomielite e Vigilância de Surtos de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) para os municípios das microrregiões de João Monlevade, Itabira e Guanhães.

A capacitação, realizada em ambiente virtual, foi direcionada aos coordenadores e referências técnicas municipais em Vigilância Epidemiológica, sendo ministrada por Aline Fernandes, referência técnica em Paralisias Flácidas Agudas (Poliomielite) e em Surtos de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) da Regional de Saúde de Itabira.

De acordo com Aline Fernandes, a vigilância epidemiológica das paralisias flácidas agudas (PFA) é muito importante para manter o Brasil livre da circulação de poliovírus selvagem, além de monitorar a ocorrência de casos em menores de 15 anos de idade e disseminar informações sobre medidas de prevenção e controle, principalmente manter coberturas vacinais altas e homogêneas de crianças menores de 5 anos.

“Considerando o alto risco de reintrodução da poliomielite no Brasil, é preciso manter sempre a vigilância, por isso a necessidade de capacitar as referências técnicas municipais quanto à vigilância das PFA, à busca ativa nas unidades sentinela sob a jurisdição da GRS Itabira, notificação, monitoramento e investigação de casos de Paralisia Flácida Aguda, ressaltando a importância de medidas de prevenção e controle, principalmente”, explicou Aline.

Durante a capacitação foi explicado que juntamente com uma vigilância epidemiológica efetiva das PFA, a manutenção de coberturas vacinais altas e homogêneas de crianças menores de 05 anos, constitui uma das principais medidas de prevenção. Já o esquema vacinal preconizado consiste na administração de 3 doses, com intervalo de 60 dias (intervalo mínimo de 30 dias) a partir dos 2 meses de idade. As crianças menores de 5 anos devem receber reforço com a VOP durante as campanhas.

A outra parte da capacitação abordou os surtos de Doença de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA). A DTHA é uma síndrome geralmente constituída de anorexia, náuseas, vômitos e/ou diarreia, acompanhada ou não de febre, ocasionada pela ingestão de alimentos ou água contaminados, sendo que os surtos se referem à ocorrência de dois ou mais casos, relacionados epidemiologicamente ou de apenas um caso para doenças raras.

“O objetivo foi capacitar as referências técnicas municipais quanto à vigilância dos surtos de DTHA, no que se refere ao monitoramento da ocorrência, notificação e investigação epidemiológica destes eventos que podem representar risco à saúde pública, de modo que as equipes de vigilância se tornem mais sensíveis para identificá-los e atuem conforme os fluxos vigentes” finalizou Aline.

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