O abastecimento de gás de cozinha em Minas Gerais está comprometido com o bloqueio das estradas pela greve dos caminhoneiros. A situação não é diferente em João Monlevade. Na  cidade, os estoques dos revendedores está zerado e achar um botijão para comprar é praticamente impossível.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) (Asmirg-BR), Alexandre Borjaili, que responde nacionalmente pelas revendas do produto, já não há mais botijões disponíveis nos comércios do Estado.

“Praticamente acabaram os botijões nas lojas mineiras. O consumidor não encontra mais nada e a situação só tende a se agravar”, afirma. Em condições normais, o presidente da Asmirg-BR afirma que são revendidos cerca de 3,5 milhões de botijões por mês em Minas.

O Estado representa 10% do mercado nacional e o prejuízo estimado pelo Sindicato do Comércio Varejista Transportador e Revendedor de GLP do Estado de Minas Gerais (Sirtgas) para os comerciantes é de cerca de R$ 2 milhões por dia.

A falta de gás afeta diretamente as pessoas que dependem de botijões para garantir o abastecimento. Quem tem gás canalizado em casa não será afetado, porque o insumo é bombeado diretamente das distribuidoras para os domicílios.

Conforme Borjaili, a situação do estado preocupa as fornecedoras de gás de cozinha porque há escolas, creches e hospitais que dependem do produto para prepararem as refeições. “Muitas instituições de saúde utilizam o GLP para a alimentação e também para aquecer ou esterilizar ferramentas”, observa. (Com agências).

 

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