Desde que foi eleito vereador pela primeira vez, em 2016, o vereador Revétrie Silva Teixeira tem lutado em favor das pessoas com algum tipo de deficiência, principalmente dos cadeirantes. E agora, com a eleição do prefeito Laércio Ribeiro, ele volta a reivindicar melhorias visando melhor acessibilidade nas vias, espaços públicos e transporte coletivo.

De acordo com o presidente da Acinpode (Associação de Cooperação e Integração aos Portadores de Necessidades Especiais), Elias Gonçalves, o número de pessoas com algum tipo de deficiência ultrapassa os 22% da população. No caso de Monlevade, são mais de 20 mil pessoas com qualquer tipo de deficiência leve ou agressiva.

As estatísticas, segundo o vereador, que é conhecido como Revétrie da Saúde, são um alerta para que as autoridades se preocupem mais e desenvolvam políticas sérias e urgentes em favor dessas pessoas. “É lamentável. Todo lugar que a gente vai, encontramos algum obstáculo impedindo a passagem de quem faz o uso da cadeira de rodas. Isso é muito triste e frustrante”, lamentou.

Revétrie, que também é o vice-presidente da Câmara de João Monlevade, frisou que, diariamente acontecem em Monlevade casos de deficientes serem “impedidos” de terem o acesso a espaço públicos e ônibus coletivos, e que isso não pode continuar.Exemplos dessas situações podem ser comprovadas rotinamente nos pontos de ônibus, com os motoristas não parando para os cadeirantes terem acesso aos ônibus. Isso é inadmissível e precisamos – Câmara, Prefeitura, Enscon e outras empresas – resolvermos essa questão”, salientou.

O parlamentar afirmou que pretende se reunir com o prefeito nos próximos dias, bem como outras autoridades, para discutir projetos e ações em favor dos deficientes. “Inclusive, vamos trabalhar também para que a estrutura do espaço físico do Legislativo possa ser readequado e atenda melhor os cadeirantes”, comentou o vereador, que, há dois anos, sofre de um tipo de doença rara que atingiu seu sistema nervoso, a síndrome de Guillain-Barré, e o deixou em uma cadeira de rodas. “Tenho esperanças de voltar a andar, mas, enquanto isso, vou vivendo as dificuldades e os transtornos de quem é cadeirante. Dessa forma, tenho autonomia para dizer o quanto os deficientes precisam do apoio e consciência das autoridades políticas. Melhorar as condições das vias, dos logradouros públicos e dos coletivos para facilitar o acesso é questão de humanidade”, concluiu o vice-presidente da Câmara.

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