Salário mínimo para vereadores domina reunião da Câmara de Monlevade

Pastor Carlinhos (PTB)

A proposta de reduzir a um salário-mínimo (R$ 954,00) o pagamento aos agentes políticos (vereadores, prefeito, vice e secretários de governo) tem dado o que falar na Câmara Municipal de João Monlevade.

A iniciativa é do vereador Carlos Roberto Lopes (pastor Carlinhos-MDB), que declarou durante a primeira reunião do semestre, ocorrida na quarta-feira, 1º de agosto, que vai elaborar o projeto com a proposta e, se preciso, colherá assinaturas eletrônicas da população. “Não vou voltar atrás. Agora, se o povo vai assinar isso vai da consciência de cada um. Ninguém é obrigado”, disse enfático.

O assunto dominou a volta dos vereadores ao Plenário de João Monlevade, com discursos contra e favor da iniciativa. O parlamentar mais antigo na Casa, com 18 anos na vereância, Sinval Dias (PSDB) ficou irritado com a proposta e por várias vezes ressaltou que o atual salário dos vereadores – R$ 7.832,00 deveria ser ainda maior devido aos trabalhos desenvolvidos pelos políticos. Irônico, Sinval também disse que quem não quiser o pagamento que recebe, pode dar a ele.

Já o emedebista, Revetrie Teixeira, apoiou a iniciativa do colega de bancada. Além de frisar que a sua assinatura para aprovação do projeto é garantida, ele disse que não teria problema alguma em receber R$ 954,00 para exercer o cargo de vereador. “Sou funcionário público e estou acostumado a viver com pouco”, declarou.

Diante do calor das discussões, o presidente da Casa, Djalma Bastos (PSD) se posicionou sobre a questão e pontuou ser necessária cautela a cerca nas discussões. Segundo ele, a proposta gera um desgaste desnecessário no momento já que só entraria em votação no ano que vem, para passar a valer na próxima legislatura – ou seja, em 2020.

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