Santa Bárbara impede retorno das atividades da Samarco no município

Adutora que leva água de Brumal a Germano foi concluída há três anos

As obras de captação de água do distrito de Brumal, em Santa Bárbara, pela mineradora Samarco, voltaram a causar polêmica. A questão não é bem quista desde 2009, quando a empresa começou a construção da adutora. De lá para cá, diversas audiências públicas foram realizadas para tratar do assunto e denúncias chegaram até a Justiça.

Agora, ao que parece, a Prefeitura de Santa Bárbara não quer que a mineradora volta a atuar no município. Isso porque foi negado à empresa um documento com autorização preliminar que visa a retomada de operações. A administração municipal alega que a Samarco não apresentou estudo de impacto ambiental de área afetada pela adutora, o que é exigido pela legislação municipal.

Em entrevista na semana passada, à rádio CBN, o prefeito Leris Braga, do PHS, alegou que o estudo é importante para minimizar os riscos. “Como a gente não conhece o tamanho do impacto neste momento e se, feito os estudos houver um impacto ambiental, é preciso discutir quais ações que serão realizadas no município para que tenhamos o mínimo de risco possível e que a gente garanta tanto a sobrevivência do rio como também outras ações que possam ser feitas termos a segurança e a legalidade para emissão da carta de conformidade”, disse.

Em nota, a Samarco alega que o pedido é para apenas retomar a operação da adutora assim como era feito antes do desastre. A mineradora ressaltou que não vai fazer nenhum empreendimento novo em Santa Bárbara. Além disso, segundo a empresa, a exigência de um estudo ambiental deve ser feita pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semad) e não pela Prefeitura de Santa Bárbara. Consta ainda na nota que a água captada era usada nos processo de enriquecimento de minério. A Semad ainda não se manifestou sobre o assunto.

A adutora

Em 2009 a Samarco iniciou a construção da adutora no distrito de Brumal e, quatro anos depois, o mineroduto de 40 quilômetros de extensão foi concluído e passou a captar 2.048 m3 de água por hora. A ação durou até 2015, quando os trabalhos no local foram interrompidos com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Por conta dos desastres, os licenciamentos da Samarco foram suspensos pela Semad e no momento passam por reavaliação.

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