Vereador Revetrie Teixeira, secretária de Saúde Andrea Peixoto e vereador Belmar Diniz (fotos: Kátia Passos)

Na tarde desta segunda-feira (10), a Câmara Municipal de João Monlevade sediou audiência pública para discutir problemas na área da saúde da cidade. Vários questionamentos sobre a questão foram direcionados à secretária de Saúde, Andrea Peixoto, que disse que falta dinheiro para obras e serviços. Ela culpou o Estado pelo caos na área, alegando atraso no recebimento do município de repasses obrigatórios.

Diante do cenário, Andrea deu como incerto o futuro de unidades de saúde como a Policlínica, o Centro de Referência em Saúde Bucal (Cresb), o posto de saúde do bairro Cidade Nova e o Pronto Atendimento (PA). Segundo ela, sem dinheiro, não há como precisar quando os postos terão reformas essenciais finalizadas ou serão abertos para atendimento da população.

O Cresb, que está fechado desde agosto, passa por obras simples como pintura e não há previsão alguma de quando retoma os atendimentos ao público. Nas palavras da secretária, só quando a reforma no local for finalizada é que a administração municipal vai dar destino à unidade. Há hipótese de transferência da Policlínica para o antigo PA também não foi confirmada. Rumores dão conta da ação, mas a secretária alegou que não tem definição sobre a mudança. Ela apenas afirmou ser necessária uma reforma na Policlínica e que paralelo a isso são feitos serviços de melhoria e parte da estrutura do PA.

“Estamos fazendo tudo devagar por causa da falta de recursos financeiros. A limitação é grande e só vamos avaliar mudanças depois dos serviços prontos”, pontuou a secretária de Saúde.

Em relação a posto de saúde do bairro Cidade Novo – inaugurado há meses e ainda fechado – a responsável da pasta da saúde voltou a frisar a falta de dinheiro como entrava para o funcionamento do local.

Diante da alegação da ausência de recursos, a Comissão de Saúde da Câmara, responsável pela realização da audiência pública, deliberou a confecção de um relatório com todas as reclamações sobre atendimentos e falta de materiais relatados pelos usuários durante a audiência pública e o encaminhamento desse documento para a Secretaria de Saúde com pedido de providências imediatas.

Em relação às obras, a Comissão de Saúde atestou que também irá acompanhar a questão de perto junto à Secretaria de Fazenda, para ter certeza de que o atraso de recursos por parte do Estado é mesmo o responsável pelo entrave. Os vereadores também irão pedir informações para a secretaria para certificarem de que serviços essenciais á população não serão interrompidos devido ao problema financeiro.

Além de vereadores e usuários, a audiência pública contou com presença maciça de servidores que ocupam cargos de confiança na Prefeitura, secretários e assessores de governo.

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