Secretaria de Saúde de Itabira tranquiliza a população sobre a febre amarela no município

Superintendente de vigilância em saúde da Secretaria de Saúde de Itabira, Thereza Cristina Andrade

Em Itabira nenhum caso de febre amarela foi registrado no município. É o que informou a Prefeitura da cidade, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nesta quinta-feira (19).

Segundo informação de Thereza Cristina Oliveira Andrade, superintendente de Vigilância em Saúde, “não temos transmissão do vírus em Itabira, a situação está concentrada na região leste do estado, nas regionais de Coronel Fabriciano, Teófilo Otoni, Governador Valadares e Manhumirim”, explicou. Nestas regionais foram notificados casos nos municípios de Caratinga, Entre Folhas, Imbé de Minas, Ipatinga, Inhapim, Piedade de Caratinga, Ubaporanga, São Domingos das Dores, Água Boa, Alpercata, Alvarenga, Itanhomi, São Pedro do Suaçuí, Santa Rita do Itueto, São Sebastião do Maranhão, Ipanema, Simonésia, Frei Gaspar, Itambacuri, Ladainha, Malacacheta, Novo Cruzeiro, Ouro Verde de Minas, Poté, Setubinha e Teófilo Otoni.

Sobre a vacinação de febre amarela, Thereza Andrade ressaltou que não há necessidade de pânico. “As pessoas não precisam desesperar. Não é uma vacina nova e ela sempre esteve na rede”, disse. No entanto, a superintendente pediu atenção da população para as contraindicações da vacina e do perigo da imunização desnecessária. “A vacina não é indicada para crianças menores de seis meses, portadores de imunodeficiências congênita ou adquirida, neoplasia maligna (câncer), pacientes infectados pelo vírus HIV com alterações imunológicas, pacientes que estejam submetidos à quimioterapia, radioterapia e corticoide em doses elevadas, gestantes – salvo em situações de risco de exposição; pessoas com histórico de urticária, sibilos, laringospasmo, edema de lábios, hipotensão e choque nas primeiras duas horas, depois da primeira dose da vacina ou da ingestão de ovo”, ressaltou Thereza. Ainda de acordo com ela, o Ministério da Saúde recomenda adiar a vacinação em lactantes, até que a criança complete seis meses de vida; na vigência de doenças febris graves, sobretudo para que seus sintomas não sejam confundidos com as possíveis reações de pós-vacinação e em pessoas pós-tratamento com imunossupressor ou com corticoides, adiar por três meses. “Já os pacientes com 60 anos ou mais, o médico deve avaliar os riscos e benefícios da vacina, levando em conta o risco da febre amarela e das possíveis reações pós-vacinação ou decorrentes de reações com outras enfermidades que o idoso já tenha, como diabetes, hipertensão, hepatite etc”, explicou.

A imunização desnecessária pode causar meningite asséptica, afirmou Thereza Andrade. “Estão sendo notificados uma enorme quantidade deste tipo de meningite na região de Governador Valadares, não é uma meningite causada por bactérias, mas pode levar a muitas complicações, como a síndrome de Guillain-Barré, por exemplo”.

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