Vereador do PTB em João Monlevade, Cláudio Cebolinha

Na eleição deste domingo (07), circulou nas redes sociais um vídeo de uma urna que, ao apertar o número 1, se autocompletaria, sem necessidade de apertar o segundo número. O vídeo foi logo desmentido por agências de checagem de notícias e por técnicos da Justiça Eleitoral e considerado uma montagem grosseira.

Após o resultado da eleição, o candidato à presidência Jair Bolsonaro, do PSL, afirmou que sem problemas na votação já teriam o nome do presidente da República no 1º turno.

A presidente do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, minimizou os boatos e defendeu a segurança das urnas. Ela argumentou que o sistema permite auditorias, afastando possíveis dúvidas.

Em João Monlevade, o vereador Cláudio Domingues Magalhães (Cebolinha-PTB), gravou vídeo após votar e também denunciou suposta fraude na urna. Segundo ele, antes de concluir a votação, o equipamento eletrônico desligou.

A seção de votação de Cebolinha fica na escola estadual João XXIII e a urna a qual ele se referiu foi uma das sete que deram problema em João Monlevade. O equipamento foi substituído por outro e a eleição transcorreu sem anormalidades conforme informações da Justiça Eleitoral.

O juiz eleitoral da comarca de João Monlevade, Wellington Reis Braz, comentou o assunto superficialmente e disse que tomou conhecimento dos fatos, mas não se aprofundou na questão. Ele disse que iria analisar a situação e enfatizou a segurança das urnas eletrônicas.

Aécio reclamou em 2014

Em 2014, depois de derrotado na disputa pela presidência, o então senador Aécio Neves, do PSDB, pediu uma auditoria das urnas baseado em postagens nas redes sociais. O TSE autorizou a fiscalização promovida pelos tucanos, que concluíram não ter havido indícios de fraudes em 2014.

Em matéria veiculada pela Rádio Agência Nacional nesta segunda-feira (5), o engenheiro de eletrônica que coordenou o grupo que desenvolveu a urna, Carlos Rocha, defendeu uma auditoria no momento da totalização dos votos. O especialista diz não acreditar em fraudes, mas opina que uma auditoria independente depois da votação daria mais transparência e blindaria a Justiça de possíveis acusações.

Em um despacho encaminhado à Justiça Federal de Formosa, em Goiás, a AGU – Advocacia Geral da União, questionou uma ação que pretendia recolher equipamentos no dia da votação.

A AGU chamou de descabida a ação, pois seria baseada em alegações sem qualquer elemento que as comprovasse. E que, acolher tal pedido em um ambiente eleitoral marcado pela polarização e por notícias falsas, sem qualquer embasamento técnico, colocaria em grave risco a ordem pública. A Advocacia-Geral da União ainda argumentou que as auditorias em urnas sorteadas e testes públicos de segurança são os instrumentos que dão segurança à votação.

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