A forte chuva de outubro do ano passado destruiu parte do telhado do campus da Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado de Minas Gerais (FaEnge/Uemg) de João Monlevade e até hoje o reparo não foi providenciado.

Na época, sem a estrutura, salas de aula foram alagadas e até mesmo um curto-circuito foi registrado. A situação gera apreensão nos professores e alunos da unidade.

Nesta semana, numa reunião com o corpo docente, o assunto foi tema central do encontro. Temendo riscos, os educadores cogitam não iniciar as atividades no próximo dia 18, caso a reforma do telhado não seja iniciada. Um funcionário que pediu para não ser identificado, apontou que oito salas de aulas, todas no último pavimento da unidade de João Monlevade, não têm condições de funcionar.

“Eles [a reitoria] não querem tornar o assunto público para não manchar o nome da instituição. Mas o fato é que desde o ano passado que o prédio está destelhado. Não conseguimos dar aulas direito e ficamos trocando de salas. Há muito medo e receio de voltarmos as atividades do ano letivo e a situação continuar da mesma forma”, falou.

Além dos educadores, os alunos também estariam mobilizando ações para cobrar reforma do prédio público. Um movimento para impedir o início das aulas não é descartado.

O professor e engenheiro José Rubenildo dos Santos, diretor da FaEnge/Uemg, foi procurado para comentar a questão e disse que falaria num outro momento sobre o assunto.

Os problemas no campus da Uemge de João Monlevade afetam cerca de 300 alunos dos cursos de Engenharias Metalúrgica, de Minas, Ambiental e Civil.

A situação precária persiste no campus da  FaEnge/Uemg desde o início do ano passado, quando alunos, professores e funcionários fizeram manifestações em protesto contra estrutura imprópria para uso na unidade, parcelamento e atraso dos salários e falta de investimentos. Na época, a maior reclamação girou em torno dos cortes significativos no custeio básico da unidade de João Monlevade e a precarização financeira e estrutural da unidade.

 

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