Senadores divergem sobre indícios de corrupção no governo Bolsonaro

Dois dos senadores mais ativos na CPI da Pandemia, os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Marcos Rogério (DEM-RO) têm visões diferentes sobre as denúncias de corrupção no governo Bolsonaro. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Em entrevista sobre os resultados de investigações conduzidas pela CPI da Pandemia, o senador Alessandro Vieira, do Cidadania de Sergipe, acusou o governo de corrupção durante o surto de covid-19. Para ele já existem provas de que autoridades responsáveis deixaram de atuar em defesa da saúde da população e fomentaram o boicote às ações de isolamento social sob o comando de Jair Bolsonaro. “O Brasil merece saber a verdade dos fatos. A cada momento surgem novas informações graves, nós já provamos que o governo deixou de comprar milhões de doses de vacina e isso tudo exige apuração, assim como outros fatos que estão em andamento a questão da desinformação, através das fakenews, e a questão das fraudes que atingiram o programa de auxílio emergencial, a gente está falando de mais de 40 bilhões de reais que foram extraviados, por conta da ineficiência no cadastramento e na fiscalização”, pontuou o senador.

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Já Marcos Rogério, do Democratas de Rondônia, defendeu que o país sofreu uma mudança radical no poder central e que a elite econômica brasileira não aceita a postura diferente do presidente da República. Para o senador não há corrupção no governo Bolsonaro. “Em dois anos e meio de governo não há um escândalo sequer de corrupção. O que os acusadores chamam de corrupção envolve o contrato do qual não se fez o pagamento de um centavo de real. A oposição gira em círculos, acumulando frustrações por ver que suas expectativas de frustram a cada dia. Não há comprovação alguma de prática de corrupção no governo atual”, disse.

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Marcos Rogério disse ainda que a CPI não conseguirá comprovar a acusação de que a negociação de compra da vacina indiana covaxin envolveu o pagamento de propina.

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