O Serviço Voluntário de Resgate (Sevor), que presta um trabalho há quase 20 anos em João Monlevade e cidades da região, além de enfrentar muitas dificuldades e desafios, muitas vezes é criticado quando não comparece a um chamado. Mesmo com o esforço de todo o grupo, o Sevor não tem como cobrir toda a cidade e região.

Na manhã desta terça-feira (3), por exemplo, um funcionário da Prefeitura de João Monlevade, que atuava na limpeza da Praça Minas Gerais, no Bairro Satélite, sofreu um mal súbito e precisou ser levado para o hospital por terceiros.

Professores da Escola Estadual Rúmia Maluf, e populares, ligaram para o 190 da Polícia Militar, um dos canais de comunicação com o Sevor e para telefones de vários integrantes do grupo de resgate, mas sem sucesso.

Em contato com o presidente da entidade, Renato Luiz Carvalho (foto), ele informou que “de acordo com o estatuto e objeto de fundação do grupo, o Sevor somente atende casos de traumas urbanos ou rodovias sendo, portanto, os casos clínicos e remoções de responsabilidade da prefeitura Municipal, através da secretaria de Saúde’, pontuou.

Renato disse ainda que, no caso clínico, como foi o do funcionário da Prefeitura, o ideal é que seja feito o mais breve possível e que a vítima poderia ter sido socorrida por qualquer veículo. Isso porque, até para o paciente é muito mais rápido e seguro.

Outra questão levantada pelo presidente é que o Sevor depende 100% de voluntários que nem sempre os tem disponíveis. E que, ainda que o tivesse, o Sevor não teria recursos financeiros para atender toda demanda da cidade.

Sobre a questão do Sevor não ter um número específico para atender a chamados da população, Renato disse que o motivo é pela quantidade de “trotes”, que pessoas mal intencionadas cometem de forma criminosa, o que aumenta ainda mais as despesas da entidade. Para evitar este tipo de situação, o Sevor adotou a forma de acionamento apenas pelos telefones da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ainda segundo Renato, já teria apresentado um projeto de parceira para a Prefeitura, onde o entraria com duas ambulâncias (que ela já tem), com três motoristas e técnicos de enfermagem para atender os casos clínicos de resgate. Assim, quando acionados, pudessem direcionar a viatura correta para cada tipo de atendimento, mas o projeto ainda não foi aceito pela Prefeitura.

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