Sindicato denuncia que vagas de aprovados em concurso são ocupadas por comissionados

Com Casa cheia, presidente do Sintramon pediu, mais uma vez, ajuda dos vereadores para negociação salarial

Isaura Tereza Bicalho, denunciou que vários funcionários em cargo comissionados - de confiança da prefeita Simone Moreira (PSDB) - estão ocupando vagas que deveriam ser de pessoas que foram aprovadas em concurso público

A presidente do Sintramon, Isaura Tereza Bicalho, denunciou que vários funcionários em cargo comissionados – de confiança da prefeita Simone  Moreira (PSDB)   – estão ocupando vagas  que deveriam ser de pessoas que foram aprovadas em concurso público. Como exemplo, ela citou cargos de motoristas, na Saúde e no Setor de Trânsito e Transporte. “A população está sendo prejudicada. Todos sabem e veem isso diariamente. Os cargos comissionados devem ocupar função de chefia. A Prefeitura está virando uma bagunça”, pontuou.

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Procurada, a prefeita Simone Moreira, por meio de sua Assessoria de  Comunicação, destacou que “há um termo junto ao Jurídico para que possam dirigir, mesmo que esporadicamente, em pleno exercício de suas funções”.

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A denúncia de Isaura ocorreu durante o uso da Tribuna Popular da Câmara, na tarde de ontem (11).  O Plenário da Casa foi ocupado por dezenas de funcionários públicos. Com cartazes, eles estiveram no local com intuito de sensibilizar aos vereadores a ajudarem na negociação do reajuste salarial da categoria, já que a prefeita Simone Moreira (PSDB) deu como encerrada as rodadas de negociações e enviou para apreciação do Legislativo, projeto  de  lei que garante o aumento salarial de 3,9%.  O vale-alimentação, conforme o texto da matéria, não sofre reajuste, ficando congelado há quatro anos.

Reunião suspensa

Apesar de ser proibido pelo regimento interno do Legislativo, o funcionalismo presente aplaudiu a fala da presidente do Sindicato, Isaura Bicalho. Junto a eles, militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) fizeram manifestação e começaram a gritar palavras de ordem em apoio ao ex-presidente Lula, preso desde o último sábado (7).  O tumulto foi repreendido pelo presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD), que alertou aos presentes.

No entanto, no momento em que o líder do governo, vereador Sinval Dias (PSDB) fez o seu pronunciamento, defendendo a administração e o reajuste salarial proposto, os presentes promoveram nova algazarra, deram às costas ao Plenário e alguns  taparam os ouvidos. A ação fez com que o presidente Djalma suspendesse a reunião.  Os ânimos permaneceram exaltados e, cerca de 15 minutos depois, os trabalhos  foram retomados.

Novo ápice de tensão foi registrado com o discurso do vereador Cláudio Magalhães (Cebolinha –PTB) que associou a cor vermelha usada por alguns funcionários públicos ao PT, afirmando que o sindicato estaria ligado ao Partido dos  Trabalhadores.

A reunião foi novamente suspensa, só que dessa vez para a organização de entrega de homenagens. Aproveitando a pausa, Isaura Bicalho entrou no Plenário e colocou uma camisa ver velha sobre a bancada do vereador Cebolinha, como resposta à sua fala. Ela argumentou que a peça não faz alusão ao PT e  sim à luta sindical. A ação da sindicalista pegou o vereador de surpresa. Ele manifestou descontentamento com o ato.

Em apoio ao colega, Fábio Lúcio da Silva (Fábio da Prohetel –PP) pediu que  providências sejam tomadas pela Câmara para evitar que  pessoas adentrem ao Plenário. “Da mesma forma que foi colocada uma camisa, poderia ter sido outra coisa”, argumentou.

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