Várias crianças que frequentam o Centro Municipal de Educação Infantil Luz aos Pequeninos, no bairro Loanda, em João Monlevade, foram infectadas pela síndrome mão-pé-boca. Com isso, a direção e coordenação pedagógica da instituição orientaram aos pais que não levem os pequenos para a creche sem um laudo e diagnóstico de um médico pediatra.

A decisão da creche não agradou muito aos pais que se dizem desamparados. Isso porque conseguir uma consulta na rede pública de João Monlevade tem sido difícil. Uma mãe que pediu para não ser identificada alega que sabe do perigoso de contágio da doença. No entanto, ela enfatizou que a direção da creche não procurou os pais para orientação.

A síndrome mão-pé-boca é uma doença virótica altamente contagiosa e mais frequente em crianças de menos de cinco anos de idade, embora possa afetar adultos. Tem esse nome justamente porque as lesões localizam-se nos pés, mãos e interior da garganta. A doença geralmente tem evolução autolimitada, ou seja, tem período definido de início e término.

A doença tem deixado muitas crianças doentes em todo o Estado, tendo algumas cidades como Santa Bárbara, Catas Altas e São Gonçalo identificado surto da infecção no município. Procurada por meio da Assessoria de Comunicação, a secretária de Saúde, de João Monlevade, Andréa Peixoto, não informou se João Monlevade enfrenta surto da doença. Também não foi noticiado se há mais escolas ou creches com crianças doentes por conta da síndrome e nem as ações preventivas tomadas pelas secretarias de Educação e de Saúde em relação à enfermidade.

Sinais e Sintomas

O período de incubação do vírus é de 4 a 6 dias. Geralmente a doença inicia-se com febre (38°C a 38,9°C). Um a dois dias após, aparecem aftas dolorosas e gânglios aumentados no pescoço. Depois pode surgir nos pés e nas mãos uma infecção moderada sob a forma de pequenas bolhas não pruriginosas e não dolorosas, de cor acinzentada com base avermelhada. Essas lesões podem aparecer também na área da fralda (coxas e nádegas) e eventualmente podem coçar.

Em geral, regridem juntamente com a febre, entre 5 e 7 dias, mas as bolhas na boca podem permanecer até quatro semanas. É comum que a criança também sofra de dores de cabeça e acentuada falta de apetite.

Nas crianças, a desidratação é a complicação mais frequente em virtude da febre e da ingestão inadequada de líquidos, uma vez que a síndrome provoca dor ao engolir. Por isso, é importante hidratar bem. Outras complicações podem ocorrer, mas são raras, como meningite viral ou “asséptica”, encefalite e ou encefalomielite e Paralisia Flácida Aguda

Como se transmite a doença

Os vírus que causam a doença podem ser encontrados em uma pessoa infectada. A transmissão se dá pela via oral ou fecal, através do contato direto com secreções de via respiratória (saliva), feridas que se formam nas mãos e pés e pelo contato com as fezes de pessoas infectadas ou então através de alimentos e de objetos contaminados.
Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

Como se prevenir

Ainda não existe vacina contra o vírus que transmite a síndrome. Por isso, medidas de prevenção e interrupção da cadeia de transmissão são importantes na Síndrome Mão-Pé-Boca.
– Lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de trocar fraldas e usar o banheiro.
– Limpar e desinfetar superfícies tocadas com frequência e itens sujos, incluindo brinquedos
– Evitar contato próximo, como beijar, abraçar ou compartilhar utensílios ou xícaras com pessoas com problemas de mãos, pés e boca

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