Situação do prédio do Velório de João Monlevade é degradante

Pichações, depredações e muito atos de vandalismo. Assim está o prédio do Velório Municipal de João Monlevade. O local foi praticamente abandonado pela Prefeitura da cidade, que em 29 de janeiro, fechou o prédio para reformar o telhado. A cobertura tinha  infiltrações e a água da chuva chegou a cair em caixões durante cerimônias fúnebres, causando constrangimentos a quem acompanhava o velório.

Uma camada generosa de concreto, ainda inacabada, está sendo colocada sobre a laje para impermeabilizar a cobertura. No entanto, especialistas apontam que o material, da forma como foi colocado, pode até mesmo comprometer a estrutura do prédio.

O vereador de João Monlevade, Belmar Diniz (PT), esteve no local e gravou um vídeo com dezenas de problemas apontados no Velório Municipal. O parlamentar destacou que os atos de vandalismo são consequências do abandono da obra. “Aqui é investimento. Por causa do abandono e falta de zelo, o que era só um problema na laje ficou ainda maior. Quem vai pagar por isso?”, questionou o vereador (veja abaixo).

Na manhã deste sábado (23), a reportagem do site O Popular também esteve no local e fotografou o prédio. Além de pichações por todos os lados, a equipe flagrou a capela do velório servindo como moradia. Também no local foi possível ver uma pessoa lavando roupas e colocando as peças num varal improvisado.

Esta é a segunda vez que o prédio do velório é esvaziado para reformas. Os primeiros serviços de reparo no local ocorreram entre 2016 e 2017 e custou aos cofres públicos cerca de R$ 200 mil.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura foi questionada sobre os problemas até a postagem da matéria não se pronunciou. 

Aluguel de R$ 7 mil 

Desde que foi fechado para reformas, a prefeitura de João Monlevade alugou outro espaço para servir como velório. O galpão das cerimônias fúnebres fica no bairro Santa Bárbara e o valor do aluguel é de R$ 7 mil por mês. O montante foi alvo de questionamentos do Ministério Público, que apura a denúncia de que o imóvel consta na relação da Prefeitura como lote.

A Prefeitura alega que toda documentação e contrato de aluguel do imóvel estão regular e disponíveis. Na época da mudança de velório do bairro José de Alencar para o Santa Bárbara, a administração também informou que o valor de R$ 7 mil pagos pelo aluguel, é bem inferior à locação, por exemplo, de espaço privado para as cerimônias de velório. O contrato de aluguel tem prazo de seis meses.

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