Na prática, eles são estreantes nas urnas. Contudo, estão longe de serem inexperientes com a vida pública. Nesta eleição, ao menos quatro pré-candidatos a vereador de Belo Horizonte vêm de famílias de políticos. Eles contam com a força do sobrenome para herdar votos e, depois de terem acompanhado os mandatos nos bastidores, como espectadores, querem um gabinete pra chamar de seu.

Marilda Portela (PRB), 58, coordenou as cinco campanhas do marido, Lincoln Portela (PRB) à Câmara Federal e ajudou o filho Léo Portela (PRB) a chegar à Assembleia Legislativa de Minas. Agora, a presidente do PRB Mulher da capital quer emplacar o sobrenome no Legislativo municipal.

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A pré-candidata, que já foi secretária de Desenvolvimento Econômico de Santa Luzia e presidente do PSL de Minas, diz que tem como bandeiras “causas que a família defende: segurança, saúde e educação”.

Com a redução do tempo de campanha – de 90 para 45 dias – e com o fim do financiamento empresarial, ela não nega que o sobrenome é um diferencial. “O nome da família, claro, ajuda muito. Não só na política, mas também no meio evangélico, onde o sobrenome Portela é muito conhecido”, diz Marilda.

O jovem Doorgal Andrada (PSD), 23, também analisa que a herança eleitoral será importante para alcançar os 6.000 votos que acredita precisar. “A influência é positiva, porque, na atual conjuntura, quem anda fora da linha é criticado, mas quem tem bom histórico se destaca, como é o caso da nossa família”, afirma o estudante de direito, já com tom de discurso político.

Ele é sobrinho do deputado estadual Lafayette Andrada (PSD), do prefeito de Barbacena, Toninho Andrada (PSB), e neto do deputado federal Bonifácio Andrada (PSDB). É ainda filho do desembargador Doorgal Borges de Andrada. Ele lista os conselhos que já recebeu.

“Já me disseram que o resultado vem com trabalho, que a campanha de vereador de Belo Horizonte é uma das mais difíceis e que, se não gastar três pares de sapato por mês, não tem voto”, conta. O jovem pretende construir a campanha com propostas de voluntariado e esportes, já que é praticante de natação, ciclismo, futebol e corrida.

Já o servidor público do Estado Arnot Gomes (PTdoB), 58, pretende herdar a cadeira de Alexandre Gomes (PSB), seu irmão, na Câmara. Alexandre não tentará a reeleição e vai dedicar-se exclusivamente à carreira de médico. “Vou trabalhar o tema de uma cidade mais humanizada, também a questão da saúde. Já peguei dicas sobre o corpo a corpo. A participação do meu irmão será excelente e só se somará à minha”, avalia Arnot.

Além deles, Glauton Félix (PSD), filho do ex-vereador Geraldo Félix, é pré-candidato a vereador na capital.

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