Superlotado, presídio de Monlevade deve ser ampliado para projetos

O encontro ocorreu no gabinete do presidente da Câmara na manhã desta quarta-feira (23)

O presídio de João Monlevade está com pelo menos três vezes mais presos do que sua capacidade. A unidade conta hoje com uma população carcerária de 275 apenados e a capacidade ideal seria de 77 detentos.

A informação é do diretor da unidade Wellington José Eustáquio, que atestou que, pelo menos por enquanto, o excesso de presos ainda não é preocupante. “Esse número de presos ainda é tolerável porque estamos conseguindo manter a ordem e disciplina dos presos, que contribuem diante do trabalho que vem sendo desenvolvido na unidade. Essa superlotação não é só aqui em João Monlevade, é um problema que afeta as unidades a nível estadual. O Ministério Público e o Judiciário estão trabalhando para tentar resolver esse problema de superlotação”, disse o diretor.

Ampliação da unidade

O diretor do presídio esteve na manhã desta quarta-feira (23) visitando o presidente da Câmara da cidade, Djalma Augusto Gomes Bastos (PSD). O objetivo da reunião, segundo o diretor, foi para buscar apoio para ampliação do projeto de ressocialização de detentos, visando reduzir o período ocioso deles. Para isso ele pretende construir oficinas, salas de aula e parlatório para uso de advogados no prédio anexo, cedido pelo município, onde funcionava a Delegacia de Polícia Civil. Wellington disse que busca ajuda também para construção de um muro em frente da unidade para melhorar a segurança e a utilização do prédio.

Djalma Bastos disse que a Câmara já é parceira no projeto de ressocialização e que vai continuar com a parceria. “Ele tem intenção de fazer algumas mudanças no prédio, que teve uma concessão do município de uso por 20 anos. O Wellington pretende construir um muro entre o prédio e a via pública para ganhar mais espaço, respeitando o limite de metro e meio para calçada pública. Também busca o nosso apoio para ampliação do projeto de ressocialização para dar condições do preso exercer um trabalho, prestando serviço à comunidade. Já temos vários setores e empresas que ajudam nesse sentido e vamos buscar junto à Associação Comercial e CDL para que também colaborem com esse projeto”, disse Bastos.

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