A operação de resgate durou quatro dias e teve que ser interrompida diversas vezes.Foto: CBMG

Terminou neste sábado (16), por volta das 16h30, a operação montada para a retirada dos destroços do caminhão e o corpo da quarta vítima que estava preso às ferragens do veículo, que caiu da Ponte Torta, dentro do rio Piracicaba, na tarde da última quarta-feira (13). Ele era quem conduzia o veículo no momento da tragédia.

Após despencar da ponte o caminhão caiu caiu dentro do rio Piracicaba, em um local onde a profundidade era de 20 metros, com as rodas para cima.

Homens do Corpo de Bombeiros, de Itabira e Ipatinga, e funcionários de guinchos de João Monlevade, atuaram desde o dia do acidente e tiveram muito trabalho até o final da operação, que teve que ser interrompida diversas vezes para reposicionamento dos cabos.

A Empresa Vale também colaborou preparando o terreno às margens da Estrada de Ferro Vitória Minas com brita, para que os três caminhões guincho e um guindaste pudessem chegar ao local do acidente para içar o caminhão.

Seguranças da Vale fecharam o acesso ao local do acidente, impedindo a entrada de curiosos e da imprensa, e também porque uma via da Estrada de Ferro Vitória Minas estava operando. No local somente quem estava trabalhando pôde permanecer.

A operação foi demorada porque, segundo o Corpo de Bombeiros, rochas enormes no leito e na calha do rio dificultavam os trabalhos, que por diversas vezes teve de ser interrompido para evitar que os cabos se rompessem. Para evitar isso, vários cabos foram amarrados ao veículo.

Após a remoção do caminhão da água, os Bombeiros tiveram que cortar as ferragens dele e o cinto de segurança, para retirar o corpo de Marciano Carvalho Abreu, de 34 anos, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, de João Monlevade. Esse trabalho foi feito já com o veículo sobre a linha férrea.

Na quinta-feira foram resgatados os corpos de  Carlos Sebastião Felix, 37 anos, Herivelton Damásio Cardoso, de 41 anos,  e José Geraldo Anísio Leite, 35. Todas as vítimas eram de cidades do Vale do Aço, duas de Coronel Fabriciano e duas de Timóteo. Todos já foram sepultados.

Agora as causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil, de João Monlevade.

 

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