No próximo domingo, 26 de setembro, a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) completa 15 anos em João Monlevade. A data é comemorada com uma marca importante no cenário da educação do Médio Piracicaba: são cerca de 1.300 profissionais formados nos quatro cursos historicamente oferecidos no campus local: engenharias Ambiental, Minas, Metalúrgica e Civil. E as celebrações do 15º aniversário se agigantam com o início da primeira turma de Engenharia Mecânica, a partir da próxima segunda-feira (27), data em que começa o segundo semestre letivo de 2021. Com isso, a Uemg passa a ofertar, anualmente,320 vagas gratuitas de ensino superior.

Por causa da pandemia de Covid 19, não haverá festividades presenciais dos 15 anos. Mas a data não passa despercebida diante da importância da Uemg Monlevade no cenário educacional mineiro. Atualmente, 1.300 alunos estão matriculados na unidade, que conta com 57 professores efetivos (concursados) e 29 contratados (designados). São 14 servidores técnico-administrativos na operação da secretaria, laboratórios, departamentos e biblioteca, além de 12 servidores da estatal Minas Gerais Serviços (MGS) que cuidam da zeladoria, asseio e conservação do campus.

Anúncios
Continue lendo após o anúncio

A diretora da Uemg Monlevade, professora JúniaSoares Alexandrino, ressalta os impactos positivos da universidade na economia local. “A Uemg vem gerando crescimento econômico não só para João Monlevade, como também para a região, pois forma profissionais de qualidade que atuam em empresas de grande e médio portes”, diz Júnia. A professora efetiva Anna Carolina Simões, que já foi vice-diretora da unidade e atua desde a inauguração em Monlevade, complementa: “Nestes 15 anos, mais de mil engenheiros estão espalhados pelo mundo, levando, com brilhantismo, o nome da cidade e da universidade. Tenho muito orgulho de fazer parte do grupo que iniciou este sonho em 2006”, afirma a professora.

O prefeito de João Monlevade, Laércio José Ribeiro (PT), presta sua homenagem aos 15 anos da instituição colocando seu governo à disposição para parcerias. “Nesses 15 anos, além de parabenizar a Uemg, reafirmo o desejo de trabalharmos em parceria com a universidade, pois sem Ciência não há desenvolvimento”, afirma. O vice-prefeito Fabrício Lopes (MDB) também enviou felicitações à Uemg: “Parabenizo a Uemg, seus alunos e funcionários pelos 15 anos de serviços dessa importante instituição em nossa cidade. É um privilégio termos a Uemg em João Monlevade”, destacou.

História e desafios

A Uemg João Monlevade foi inaugurada no ano de 2006, após esforços do então deputado estadual Mauri Torres, que atualmente ocupa a presidência do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCEMG). As parcerias com a Prefeitura Municipal também foram determinantes para o sucesso da instalação e manutenção da Uemg nesta uma década e meia.

A universidade está instalada no bairro Baú, onde ficam, além das salas de aula e biblioteca, três empresas juniores (Metal Minas, Sênior Consultoria Ambiental e Pilar) e os laboratórios de Física, Petrografia, Mineralogia e Geoprocessamento. O campus conta, ainda, com o Centro de Tecnologia (CTec), instalado na avenida Getúlio Vargas, com os laboratórios de Tratamento de Minérios, Soldagem, Microscopia, Ensaios Mecânicos, Hidráulica, Química e Águas. Futuramente, a universidade será transferida para o novo campus, no bairro Santa Bárbara, sendo esse um dos principais desafios a serem vencidos pela atual gestão. É que, no local, precisam ser construídos novos prédios para instalação de bibliotecas, novos laboratórios e sede administrativa, o que exige esforços políticos para que os recursos sejam disponibilizados para este projeto. Também ficará a cargo da Uemg Monlevade gerir o curso de Engenharia Civil no campus que será instalado na Uemg de Guanhães (que está em processo de criação).

Enquanto o novo campus não sai, a Uemg Monlevadevai fortalecendo parcerias para continuar a desenvolver seu trabalho como universidade focada em ensino, pesquisa e extensão. Atualmente, cerca de 50 projetos são desenvolvidos por alunos e professores, grande parte deles com atuação comunitária. Um dos destaques nesta pandemia é o projeto “Uma mão lava a outra” que ensinaem escolas e centros comunitários como fazer sabão fabricado com óleo de cozinha usado. A coordenação é da professora Fabrícia Nunes Jesus Guedes em parceria com o professor Agostinho Ferreira. Toda a produção é distribuída gratuitamente em varais solidários pela cidade.

Outra iniciativa importante é o projeto “Entre a punição e a responsabilização: análise da reincidência penal a partir de grupo reflexivo para homens autores de violência doméstica e familiar”. Desenvolvido em parceria a Faculdade de Políticas Públicas (FaPP), estudantes mapeiam e trabalham os números da violência doméstica contra mulheres na cidade de Itabira, sob a coordenação do professor Diogo Luna Moureira.

Anúncios
Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui