Nesta quinta-feira (24), as aulas no campus de João Monlevade da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg) estão paralisadas. O ato ocorre em protesto contra estrutura imprópria para uso na unidade, parcelamento e atraso dos salários e falta de investimentos. A mesma ação é desencadeadas em outras unidades da universidade em Minas.

Em João Monlevade, às 15h, alunos, professores e funcionários do campus local promovem uma passeata, saindo de perto do Hipercomercial – no centro da cidade – para chamar atenção para os problemas. As aulas devem ser retomadas amanhã, sexta-feira. Para a próxima semana é estudada nova mobilização.

Situação denunciada na Câmara

Vereador Thiago Titó

Ontem (23), durante reunião da Câmara de Vereadores, o parlamentar pedetista Thiago Araújo (Titó) falou sobre a questão e pontuou a falta de investimentos e pagamentos de contas básicas como água, energia, telefone e internet na unidade de João Monlevade. Ele afirmou que esteve com o diretor da unidade, José Rubenildo dos Santos para checar algumas denúncias que recebeu sobre a questão.

“É um verdadeiro caos que se encontra a Uemg em nossa cidade, recebi denúncias e para comprovar fatos estive em reunião com reitor da unidade. Ficou claro que a Uemg está passando por um momento político e econômico delicado. É descaso com professores, alunos e com a infraestrutura da unidade que ficam evidentes pelos cortes significativos no custeio básico da unidade de João Monlevade, constatando-se a precarização financeira e estrutural”, disse o vereador enfático.

Thiago Titó relatou também a falta de motivação do funcionalismo da unidade que tem recebido os salários parcelados pelo governo do Estado. “Isso é desanimador e desmotivador para o servidor que não pode se planejar como deveria”, comentou.
Contas em atraso foram outros pontos citados pelo parlamentar que considerou a situação absurda.

“A Uemg hoje não possui telefone fixo desde fevereiro por falta de pagamentos. Um absurdo, uma universidade da importância dela ficar sem pagamento. A conta de água está há dois meses atrasada e a internet sempre falta pagamento. Hoje ela funciona, mas sem a qualidade devida. O mesmo ocorre com as contas da Cemig. Onde está o laboratório da Uemg, o aluguel está em atraso por quatro meses. O Governo Estadual vem acumulando as contas atrasadas o que gera uma verdadeira sensação de instabilidade”, disse.

Finalizando, Titó falou também da falta de funcionários na unidade da universidade monlevadense e o descumprimento de prazos para adequação de passagens com acessibilidade a deficientes físicos.

“Faltam funcionários no setor administrativo e laboratorista, o que obriga ao professor acumular funções. Além disso, tem a ausência de estrutura para cadeirantes, lembrando que o Ministério Público já notificou a Uemg e venceu o primeiro prazo de adequação. Foram dados mais 30 dias, que também estão quase vencendo”, concluiu.

Na Uemg de João Monlevade são oferecidos cursos gratuitos de engenharias ambiental, civil, de Minas e Metalúrgica. O campus foi instalado no município em 2006.

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