Uma possível privatização da Funed mobiliza servidores contra a mudança

Secretário de Estado de Planejamento teria sinalizado mudança, segundo sindicato; governo afirma que não há nenhuma ação para passar as atividades da fundação ao setor privado

“Queremos saber do governo o porquê de privatizar”, afirmou o diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), Renato Barros, em ato realizado por cerca de 250 servidores da Fundação Ezequiel Dias (Funed), na sede em Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira (14), contra a possível mudança.

De acordo com o sindicato, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Helvécio Magalhães, teria dado uma entrevista sinalizando a privatização, situação já ocorrida no passado. Os funcionários que aderiram ao ato voltaram ao trabalho apenas no fim desta manhã.

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“Com a privatização, a área de produção de medicamentos, que é feita pela fundação sairia da responsabilidade do setor público, podendo causar o aumento dos custos, bem como teria prejuízo para a área de pesquisa. Eles estão sucateando a fundação para justificar a privatização”, afirmou Barros. “Temos poucos laboratórios públicos no Brasil e eles estão tentando passar este para o setor privado”, completou.

 Em nota, a Seplag negou qualquer ação para passar as atividades da fundação ao setor privado. “A proposta de reforma administrativa elaborada pelo Governo de Minas Gerais e já encaminhada para a Assembleia Legislativa não contém qualquer menção à privatização da Fundação Ezequiel Dias”.
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