A Polícia Civil investiga de quem é a responsabilidade dos cadáveres de quatro homens e duas mulheres e diversos órgãos humanos que foram encontrados no último final de semana nas instalações de uma faculdade desativada há nove anos no bairro Campestre, em Itabira. Nesta segunda-feira (21), a Fundação Presidente Antônio Carlos, responsável pela universidade alegou não ser proprietária dos cadáveres.

O site DeFato online publicou uma nota da Unipac na qual a universidade atesta que as dependências utilizadas pela instituição até 2012 foram cedidas pelo Centro de Ensino Superior de Itabira (Censi) pela Uene Cursos Superiores Ltda, “sendo que especificamente os laboratórios foram devolvidos às referidas entidades, por meio de termo específico, em 17 de agosto de 2012, quando as mesmas assumiram toda a manutenção e guarda do prédio e laboratórios”.“Diante do exposto, a Fundação Presidente Antônio Carlos reafirma que desde a data supra (agosto de 2012), não tem qualquer responsabilidade sobre o prédio e toda infraestrutura, materiais e equipamentos existentes no local”, afirma a instituição.

Denúncia

A polícia chegou até os cadáveres depois de receber denúncia anônima. Os corpos estavam nus, mergulhados em formol e não apresentavam mau cheiro, de acordo com os policiais. Eles eram mantidos no local, na época do funcionamento da universidade, para estudos dos cursos da área de saúde. A Polícia Civil informou que os cadáveres estão sob responsabilidade do Posto Médico Legal de Itabira.

O laudo pericial servirá para identificar os corpos e confirmar se realmente foram cedidos para pesquisa. O resultado de exames para determinar a causa e o tempo da morte devem demorar 30 dias.

O boletim também informa que os equipamentos recolhidos foram inicialmente levados para um pelotão do Corpo de Bombeiros porque não era seguro deixá-los no prédio abandonado.

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