Vale vai fechar 10 barragens em Minas; ação não afeta região

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anuncia que Vale fechará todas as barragens semelhantes à de Brumadinho - Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou ontem (29) que a empresa vai acabar com dez barragens, como a que se rompeu em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG). Segundo ele, essas barragens serão descomissionadas. Todas estão localizadas em Minas Gerais. As ações não afetam as unidades da região, como Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo e Rio Piracicaba.

Com isso, a Vale paralisará temporariamente a produção das unidades em Abóboras, Vargem Grande, Capitão do Mato e Tamanduá, no complexo Vargem Grande, e as operações de Jangada, Fábrica, Segredo, João Pereira e Alto Bandeira, no complexo Paraopebas, incluindo também a paralisação das plantas de pelotização de Fábrica e Vargem Grande. As operações nas unidades paralisadas serão retomadas à medida que forem concluídos os descomissionamentos. O rejeito das barragens a serem descomissionadas poderá ser convertido em outros materiais, como tijolos, ou enterrado.

O presidente da Vale disse que o projeto para descomissionar as barragens está pronto e será levado para os órgãos federais e estaduais em 45 dias. Segundo ele, o prazo para executar as ações é de no mínimo um ano e no máximo 3 anos. Os trabalhos devem ter início dois meses após a expedição das licenças. A Vale estima que serão aplicados cerca de R$ 5 bilhões para efetivar o plano.

O presidente da Vale disse ainda que a empresa firmou o compromisso de incorporar os cerca de 5 mil trabalhadores que serão afetados com a redução da operação, em razão do descomissionamento das barragens.

Schvartsman disse que desde a tragédia em Mariana, a companhia havia decidido desativar esse tipo de barragem. Do total de 19 barragens em Minas Gerais, nove já foram descomissionadas, isto é, tiveram suas atividades encerradas, deixando de servir como barragens.

Metabase

O  presidente do sindicato Metabase de Itabira, André Viana,após o anúncio do presidente da Vale, reforçou por meio de nota que a unidade itabirana não terá sua unidade paralisada. “As barragens que se romperam em Mariana e Brumadinho, em 2015 e na semana passada, foram erguidas com a mesma técnica, considerada obsoleta e de maior risco por especialistas. No modelo de alteamento à montante, mais econômico, a construção de novas etapas da barragem é feita sobre os rejeitos depositados, na parte interna da estrutura. É o formato mais comum de depósitos de rejeitos na mineração. Em Itabira, as barragens não possuem essa técnica”, explicou o sindicalista.

 

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