A corte do Vaticano condenou nesta quinta-feira (7) dois oficiais que tiveram envolvimento no vazamento de dados confidenciais para jornalistas italianos, no esquema que ficou conhecido como Vatileaks. Os juízes, no entanto, julgaram não ter jurisdição para condenar os jornalistas Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, que publicaram o conteúdo dos documentos.

O julgamento sobre os jornalistas gerou críticas de que o Vaticano não estaria respeitando a liberdade de imprensa. Ao ler seu veredicto, Giuseppe Dalla Torre, o líder do painel de juízes, afirmou que a corte havia levado em consideração a liberdade de expressão e de imprensa, que são reconhecidas pela lei do Vaticano.

A decisão encerra uma investigação de oito meses que condenou Ángel Vallejo Balda, um padre espanhol, e Francesca Chaouqui, uma consultora de relações públicas, por vazar documentos confidenciais obtidos quando serviam a um painel para aconselhar o papa sobre reformas administrativas e financeiras.

Decisão encerra uma investigação que condenou Francesca Chaouqui e Ángel Vallejo Balda
Reprodução/Facebook

Decisão encerra uma investigação que condenou Francesca Chaouqui e Ángel Vallejo Balda

Vallejo foi sentenciado a 18 meses de prisão, enquanto Francesca recebeu uma suspensão de 10 meses e outros cinco anos de liberdade condicional. Nicola Maio, assistente de Vallejo, foi inocentado.

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