Vereador denuncia que Apae não tem dinheiro para continuar trabalhos

O diretor da Apae, José Geraldo Cota, estava presente à reunião dos vereadores e conversou com a reportagem do Popular sobre a questão

O vereador do PSDB, Guilherme Nasser, fez grave denúncia durante a última reunião da Câmara Municipal de João Monlevade, na tarde do dia 16. O parlamentar afirmou que a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de João Monlevade – a Apae – pode fechar as portas devido a falta de dinheiro para manter as atividades da instituição.

A denúncia de Guilherme caiu como uma bomba. Isso porque o parlamentar, que integra a base governista da administração da prefeita Simone Moreira (PSDB), afirmou que um dos motivos da Apae não poder continuar prestando serviços é a por conta da falta de repasses financeiros à instituição por parte do Executivo.

Nasser foi enfático em seu discurso e classificou a situação de covarde. Ainda segundo ele, fisioterapeuta e fonoaudiólogo que eram cedidos pela Prefeitura para prestarem atendimento na instituição foram cortados. “Estive lá e a conversa foi muito franca. Caso não normalizem os repasses, a diretoria vai fechar as portas e devolver o prédio para o município. A situação da Apae é desesperadora”, garantiu.

O diretor da Apae, José Geraldo Cota, estava presente à reunião dos vereadores e conversou com a reportagem do Popular sobre a questão. O voluntário afirmou que a situação é delicada devido à falta de recursos, que estão escassos.

“Deveríamos ser avisados, pelo menos com uma certa antecedência, quando vamos deixar de receber o dinheiro, para que não haja contratação de serviços ou despesas e depois não ter como pagar. Desde janeiro a Apae não recebe nenhum repasse de órgãos públicos e a situação vem se agravando a cada dia mais O pouco que se tinha de reserva, se exauriu. Vai começar a faltar alimentação e profissionais. Se continuar assim, conseguimos nos manter por, no máximo, um mês.  Temos ido à Prefeitura e existe a promessa que a situação será normalizada. O recurso que nos falta lá hoje é referente a serviços prestados via SUS – que nos é repassado pela Prefeitura. Acredito que ela [a Prefeitura] está retendo o dinheiro por algum motivo”, explicou.

A receita da Apae, ainda conforme o diretor, é de em média R$ 16 mil a R$ 17 mil de doações O montante,  segundo ele,  é o que tem sustendo a instituição. O restante é relativo ao repasse da Prefeitura e SUS. A Apae atende a 217 pessoas e tem  cerca de 50 profissionais. Desses,  30 são do quadro da administração pública.

A prefeita Simone Moreira (PSDB) foi procurada para comentar o assunto. No entanto, até a publicação dessa edição, não havia se manifestado sobre as denúncias. A resposta da Prefeitura foi enviada posteriormente. Confira a resposta da Prefeitura sobre o caso

Publicidade

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui