Vereadores batem boca e presidente ameaça expulsar líder do Plenário

Sinval irritou-se com o colega que pediu um minuto de silêncio

A retirada de pauta de um anteprojeto com emenda à lei 2011/2012 com intuito de regulamentar a contratação de educadores causou confusão, acusações e bate boca na reunião da Câmara de Vereadores de João Monlevade na noite de ontem (29). A matéria começou a tramitar na semana passada no Legislativo e deveria ter entrado na pauta de votações nessa semana, fato que não ocorreu.

O anteprojeto é autoria dos vereadores Antônio Carvalho Fraga (Lelê-PTB), Cláudio Domingues Magalhães (Cebolinha- PTB ) e Leles Pontes (PRB). A proposta prevê fim o “balão” de três meses para a contratação de professor, para regência de classe, especialista em educação, serviçal e monitor de creche, para exercício exclusivo em unidade municipal de ensino, para o ano letivo.

Com intuito de conseguirem a aprovação da matéria, os  três vereadores estiveram no início da semana com a prefeita Simone Carvalho (PSDB) para discutirem e assunto e pedirem apoio. Conforme os parlamentares, caso o anteprojeto fosse aprovado, a Prefeitura poderia designar os profissionais para a função, de forma semelhante como ocorre na rede estadual de ensino. No entanto, a sugestão beneficiaria apenas educadores e permitiria que eles não fossem suspensos entre o fim do contrato de trabalho e a nova contratação – pondo fim ao “balão” de três meses – aprovado no início do mês pela Câmara.

Lelê, Cebolinha e Leles alegam que mesmo com o balão reduzido de seis para três meses, quando um contrato termina no final do ano, os funcionários da educação ficam impedidos de participar de novo processo seletivo e acabam perdendo as vagas disponibilizadas para o início do ano letivo – já que só podem ter acesso à seleção no mês de março, quando a maior parte das vagas já estão preenchidas.

A conversa com a prefeita de nada teria adiantado, já que a chefe do Executivo teria alegado que não poderia aceitar a proposta sob alegação de infringir questões legais. Mesmo sem o aval de Simone os vereadores decidiram manter o projeto em pauta. No entanto, a confusão começou quando Leles Pontes chegou para a reunião ordinária e foi comunicado que a matéria não entraria para votação. Ele ficou irritado e deixou a Câmara alegando que não participaria da reunião. Depois de deixar o Legislativo, o presidente da Casa, Djalma Bastos (PSD) interviu e pediu que o colega retornasse. O que foi acatado.

Visivelmente decepcionado, Leles usou parte do seu tempo na tribuna para explicar a situação e lamentou o ocorrido. Djalma foi enfático ao falar que a decisão de retirar o anteprojeto da pauta partiu dele. Ele tentou justificar falando que caso a matéria fosse aprovada, ela não teria poder de lei. Bastos também comentou que a proposta precisa ser melhor debatida.

Bate-boca entre vereadores da base

O líder da prefeita na Câmara, Sinval Dias (PSDB) não gostou nada da postura de Leles e começou a bater boca com o peeredebista. O tucano se irritou quando o colega pediu um minuto de silêncio pela retirada do anteprojeto da pauta. Sob alegação de que não ficaria calado porque não havia motivos, Sinval tumultuou a reunião. Foi preciso o presidente intervir no comportamento de Dias e lhe chamar atenção argumentando para o regimento interno da Casa. Apesar disso, Djalma foi ignorado pelo vereador do PSDB e ameaçou a retirá-lo do Plenário. Sinval “peitou” o presidente e o desafiou a chamar a polícia para retirá-lo do Plenário.

Leles rebateu a atitude de Sinval, que, após terminada a manifestação, tentou se justificar. No entanto, as trocas de farpas continuaram.

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