Pastor Carlinhos confeccionou banners contra a Rede Globo, que segundo ele tem colaborado em atos de pedofilia. Fotos: Bell Silva
A incorporação em atividades de escolas de João Monlevade da ideologia de gênero foi duramente criticada pelos vereadores na reunião de ontem (18). O vereador Carlos Roberto Lopes (pastor Carlinhos-PMDB) fez um discurso contundente sobre a questão e pediu aos colegas apoio para barrar o assunto nas escolas do município. Pastor Carlinhos falou que tem recebido reclamações de pais sobre a forma como a proposta tem sido levada para as escolas.
Segundo ele, as instituições extrapolam o papel educacional, saindo do ensino formal e entrando num campo que compete às famílias. Ele ainda comentou que numa escola, as crianças foram incentivadas a usarem roupas do sexo oposto. “Antes, a preocupação era ensinar matemática e português. Hoje, a preocupação é promover um dia em que meninas se vestem como meninos e meninos usam roupas de meninas. Isso não podemos aceitar”, disse enfático.  O vereador também levou para a reunião, vários banners que ele mandou produzir manifestando repúdio à mídia – em especial à rede Globo – que tem abordado em sua grade de programação a discussão sobre a ideologia de gêneros.
Vanderlei Miranda (PR) endossou o discurso do peemedebista e acrescentou ter presenciado numa escola a falta de identificações nas portas dos banheiros. Segundo ele, a justificativa da retirada das placas seria para não constranger as crianças que não se identificam como ser “masculino” ou “feminino” e, como isso, podem escolher qual sanitário usar.

O vereador Guilherme Nasser (PSDB) também comentou o assunto. Segundo ele é totalmente contra que a ideologia de gênero seja pregada nas escolas, mas que é preciso respeitar as opções sexuais que a pessoa adulta queira seguir. “Nós temos que respeitar todos, quero deixar bem claro isso. É preciso saber a definição de ideologia de gênero, que defende que não nascemos homem ou mulher, que isso é definido com o tempo, independentemente de suas características físicas. E pelo que a ideologia prega, isso seria repassado para crianças de 0 a 10 anos nas escolas, e isso sou radicalmente contra. Não acho que criança deva ser tratada dessa maneira. Tenho amigos e amigas homossexuais, os quais respeito muito, e nem por isso eles são melhores ou piores que nós. Dizer não a ideologia de gênero é proteger e preservar as nossas crianças. A formação da criança é de responsabilidade dos pais e não o estado, e não podemos permitir que o estado defina o que é melhor para nossos filhos. Não podemos chegar em uma escola de 0 a 10 anos e encontrar um banheiro de homens e mulheres juntos, ou sem nomenclatura. Isso nós não vamos permitir aqui em João Monlevade”, disse Guilherme.

O vereador Fábio Lúcio (PP), também foi contundente em sua fala e, além de também denunciar a implantação da ideologia de gêneros em escolas monlevadenses, alertou aos pais para que fiquem atentos ao que é repassado aos filhos nas escolas. “Tomem cuidados com suas crianças. Vejam o material da escola e o que estão aprendendo. Para proteger temos que estar juntos”, pontuou.
Os fatos denunciados pelos parlamentares serão verificados pela Comissão de Educação da Câmara.
O que é ideologia de gênero 
A ideologia de gênero é um termo usado por defensores da ideia de que “os seres humanos nascem iguais, sendo a definição do masculino e feminino um produto histórico-cultural desenvolvido tacitamente pela sociedade e que se identificar como homem ou mulher independe do órgão genital.”
Ainda segundo a ideologia de gênero, que se contrapõe aos estudos científicos biológicos, a identidade de gênero do ser humano seria mutável e não definido, contradizendo o que afirma a biologia.
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