Após quase seis meses, a expectativa é que o reajuste dos servidores públicos de João Monlevade seja aprovado até o final da semana pelos vereadores da cidade. Ontem (11), em reunião extraordinária da Casa, o imbróglio sobre a data-base começou a ser desenrolado com a aprovação em primeiro turno do projeto que determina o aumento salarial do funcionalismo em 2,29% e reajuste de R$ 35,00 no vale-alimentação de todos os servidores e a manutenção do piso salarial dos profissionais do magistério publico municipal, frente a uma jornada de 40 horas semanais no valor de R$2.455,35.

O projeto do reajuste, para passar a valer, precisa ser aprovado em segundo turno e redação final, o que deve acontecer em reunião extraordiária, agendada para amanhã, 13 de julho, às 9h, na Câmara de Vereadores.

A novela da data-base tem se arrastado desde que os parlamentares reprovaram o primeiro projeto de reajuste enviado para o Legislativo. A matéria, que é de autoria da prefeita Simone Carvalho (PSDB) caiu, conforme os parlamentares, a pedido dos próprios funcionários públicos, que pleiteavam aumento maior do que 3,29% proposto pela administração municipal. No projeto original também não constava reajuste no vale-alimentação.

Com a reprovação do projeto, o Sintramon – sindicato da categoria – recorreu à Justiça do Trabalho para retomar as discussões com a prefeita Simone. As conversas evoluíram com nova rodada de negociação e intervenção dos vereadores, que formaram uma comissão para intermediar o diálogo. A proposta do reajuste foi levada à assembleia do funcionalismo e os presentes – menos de 100 pessoas – reprovaram os índices. A ação foi duramente criticada pelos vereadores na semana passada, que alegaram que o funcionalismo não se fez representado na reunião promovida pelo sindicato. O Sintramon também recebeu críticas sobre a sua atuação. Nessa semana, mais críticas ao sindicato foram disparadas pelos vereadores, que apontaram a entidade “não sabe o que quer para o servidor”.

Ontem o vereador Gentil Bicalho (PT) lamentou o baixo número de servidores durante a assembleia e disse que o Sindicato precisa rever algumas questões para envolver mais os funcionários nas reuniões da categoria. “Não se pode aceitar que uma categoria, que tem mais de 2 mil servidores, tenha um público de pouco mais de 50 pessoas em uma assembleia. É preciso rever isso”, lamentou o petista.

Sinval Dias (PSDB) questionou o fato de não haver nenhum diretor da entidade, presente à reunião no dia em que o Projeto seria votado. “Não temos aqui nenhum diretor do Sindicato, mas vamos assumir a responsabilidade e votar o projeto, valorizando o servidor público”, disse.

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